terça-feira, 17 de maio de 2016

Escolher...


Escolher implica traçar uma linha clara. Um critério que permite examinar e avaliar as opções separando as boas das más, as úteis das inúteis, as convenientes das inconvenientes.
Esta linha é também resultado de uma escolha. Por isso, pode ser justa ou injusta, levar ao sucesso ou ao fracasso. Há escolhas sensatas e outras mais apaixonadas... Chegando, por vezes, a ser meros caprichos.

Preferir é estabelecer prioridades ou importâncias. É ordenar de acordo com pesos e medidas. Mas também aqui o critério mais importante é o que preside à escolha do critério.
Há depois um nível superior de decisão: a eleição. Uma pessoa não escolhe outra, tão-pouco a pode preferir. Eleger é uma vontade da alma. Única e exclusiva.

Podemos escolher os membros de uma equipa, preferir uns a outros, mas quando assumimos a pessoa como um todo, integral e absoluto, ou a elegemos ou não. O critério é um só: a decisão da alma, baseada na sua identidade.
Posso conhecer bem alguém por aquilo que escolhe ou prefere, mas será muito mais evidente se me revelar os seus critérios. Quem elege não pode deixar de revelar quem é.

A alma expõe-se de forma concreta quando se decide alguém... E fica ali, bem diante dos olhos dos outros e ao alcance dos seus eventuais golpes... Nas eleições que fazemos mostramos o que povoa o fundo do nosso coração, até a nós mesmos... Nesse sentido, é quando fechamos os olhos que melhor nos vemos.
Se cabe a quem decide ter de lidar com as dúvidas e as possibilidades de fracasso das suas decisões, as eleições íntimas são – de todas – as que envolvem maior coragem. Na eleição de quem devemos amar não se pode arriscar menos do que tudo.

Ao amor é essencial o sacrifício do que somos... mas, na verdade, quem deseja o céu... só se encontra quando se dá, quando se perde.
José Luís Nunes Martins

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Adoração ao Santissimo - 07 de maio 2016

Hoje és convidado mais uma vez a olhar para Jesus, a saboreá-Lo e a escutá-Lo.

Jesus procura-te, e depois de te encontrar, deseja levar-te para casa.


 Olha para a tua vida, olha para ti e responde se tens consciência de que Ele está sempre presente na tua vida, de que Ele, Jesus procura encontrar-te, conhecer e amar-te.
 
A questão não é “Como hei-de encontrar Jesus?”, mas “Como hei-de deixar que Jesus me encontre?”...
A questão não é “Como posso conhecer Jesus?”, mas “Como posso deixar que Jesus me conheça?”
A questão não é “Como vou amar Jesus?, mas “Como vou deixar-me amar por Jesus?”
 
Conseguirás parar um pouco para olhares para Jesus e veres a Sua presença na tua vida?
 

terça-feira, 10 de maio de 2016

 
O amor sonha, mas somos nós quem deve carregar as pedras, desenhar e fazer os caminhos, e erguer os castelos. Ninguém pode esperar reinos perfeitos onde nos receberão como reis, rainhas e senhores de tudo. Não existem. Nem fariam sentido.
 
Os sonhos querem manifestar-se à luz do dia. Nunca são absurdos. Só quando alguém abandona um sonho é que o condena à prisão do impossível.
 
Muitos pesadelos nascem do egoísmo. São medo, medos e medo dos medos... infelicidade em potência, pronta a irromper na realidade e a impor-se a quem desiste de si. Não há pessoa mais pobre do que aquela que perdeu toda a sua paciência. As feridas demoram a cicatrizar. Muito… Mas com tempo e silêncio curam-se quase todos os males.
 
Com humildade, devemos acolher a presença e a ajuda dos outros. Aceitando que a verdade também nos chega pelo olhar, mão ou voz de uma criança, de um qualquer desconhecido ou até mesmo de alguém da nossa família...
 
Todos os dons são formas de amor, assim todas as virtudes nele encontram a sua semente e o seu alimento. O amor sopra em todos os tempos e lugares, nunca sai do seu silêncio nem a nada faz sombra... é a luz que vê e ilumina, sem ser vista ou iluminada.
 
O amor é uma paixão sensata, cuidadosa e sonhadora.
É um cuidar do outro como única forma de cuidar de si.
                                                                                                       José Luis Nunes Martins

segunda-feira, 2 de maio de 2016

 
Encontro com Deus surge como um tempo de paragem, uma proposta da experiência do profundo de Deus que nos faz discernir, na Sua presença, o sentido fundamental da nossa vida.
 Sem oração, a vida do cristão é estéril e vazia, a ação torna-se seca e rotineira… Muitas vezes, a escassez de tempo, a pouca disponibilidade ou, simplesmente, a falta de meios são obstáculo à comunhão com Deus. Fazer uma experiência rica, profunda, pessoal, íntima e gratificante… são motivo suficiente para fazer oração. Ela lança-nos na aventura de descobrir na vida a ação de Deus que nos chama a uma missão concreta a que precisamos responder com objetividade.
 Será um fim de semana de oração e silêncio com base na Palavra de Deus, a partir de temas simples e profundos, que apenas pretendem facilitar a comunhão com o absoluto de Deus. Os diversos temas de oração apresentados ao longo deste encontro ajudam a perceber e assumir o modo próprio de oração como relação amorosa e comprometida com o Senhor. É também uma oportunidade de cada pessoa experimentar diversos modos de rezar e descobrir qual o que melhor se adapta à sua sensibilidade e mais facilita a comunhão com Deus.