domingo, 13 de março de 2016

Adoração ao Santissimo - Moura | 5 de fevereiro 2016


 

Sejamos Senhor instrumentos de amor e perdão
 
Alentejo terra florida, tapete de todas as cores. Paixão de uma vida, que nos convida a reflectir sobre os Homens e nos enche o coração de saudade.
Foi no Alentejo com a sua paisagem única, o seu solinho maravilhoso, as suas gentes fantásticas e
hospitaleiras e com uma família linda e unida, que nos ensinou, nos orientou na educação religiosa a seguir os passos de Jesus, que mais uma vez pudemos estar presentes em mais uma grande manifestação de Fé neste ano da Misericórdia.

E foi no Alentejo, em Terras da Moura Salúquia, que no sábado, 05 de Fevereiro, na Igreja Paroquial de Moura (S. João Batista) teve lugar a Adoração ao Santíssimo Sacramento, da responsabilidade dos Irmãozinhos de S. Francisco de Assis de Beja.
Uma tarde especial em terra de Mouros mas com uma Igreja repleta de Católicos. Na simplicidade das gerberas brancas e dos lírios roxos o Altar estava lindo.

A Igreja estava cheia. Estiveram presentes largas centenas de pessoas que não querem deixar de seguir Jesus, acompanhando estes Irmãozinhos que tão bem nos sabem envolver nas celebrações
que organizam. Muitos vêm de longe procurar conforto nas palavras destes Irmãos, no “Adorar” destes homens de hábito castanho. E quantos de nós chegam a estes lugares famintos de amor, sequiosos da palavra de Deus, e voltam a casa mais leves e mais felizes.
E porque de felicidade também se tratou nesta tarde, o Irmão Domingos, um filho de Moura, ofereceu-nos uma homilia muito sentida e de sorriso no olhar. Afinal, estava na sua terra.

Neste tempo de reflexão que é a Quaresma é preciso renovarmo-nos espiritualmente, recolhermo-nos e rezar. E neste dia em que a Parábola do Filho Pródigo nos foi apresentada, e que sob o
tema “Pai prodigo de Amor”, fomos levados a reflectir sobre o Perdão, o Amor e a Família, não esqueçamos os valores espirituais e familiares que nos unem.
Sejamos Senhor instrumentos de amor e perdão. Sejamos Senhor capazes de reconhecer os nossos erros e nas nossas leviandades. Sejamos Senhor capazes de regressar a casa humildemente e pedir perdão. E sejamos Senhor homens e mulheres de coração grande para que, como aquele pai, possamos receber em festa e de braços abertos aqueles que sentindo-se perdidos voltam ao nosso convívio. Sejamos Senhor, irmãos.

Foi bonito ver as crianças, que embora não fosse novidade estarem ali, foi com certeza para elas uma celebração diferente. É sempre maravilhoso ver as coreografias dos Jovens Shemá de Beja,
que neste dia nos fizeram refletir.
E o Senhor passou e abençoou-nos, e vivemos momentos de emoção. São sempre únicos, místicos e diferentes estes momentos. A magia da Adoração tem aqui o seu ponto alto, e ninguém consegue
ficar indiferente. Aqui somos todos iguais.

Tenho um carinho especial por estes Irmãozinhos. Sinto-me família desta família.
Obrigada por me fazerem viver assim. Obrigada por todos os momentos e pela vossa amizade. Que Deus vos continue a iluminar o caminho para que juntos consigamos chegar ao Pai.

Queluz, 07 de Março de 2015
JU

sexta-feira, 4 de março de 2016

quarta-feira, 2 de março de 2016

Adoração ao Santissimo

Eu olho para Deus e Ele olha para mim...
 

Adoração ao Santíssimo
05 de Março de 2016
Igreja Paroquial de Moura (Igreja de S. João Baptista) - 18h
Não faltes!.....

Amar não é uma loucura


O amor exige atenção, cuidado, respeito e uma sabedoria que a experiência dos erros e do perdão constrói. Não se trata, pois, de um qualquer acaso, coincidência ou destino pré-escrito...

Dar-se é um ato de fé. Quem não tem fé, não ama. A entrega de si mesmo é um gesto que só a generosidade autêntica permite, mas que não é fruto de uma qualquer falta de consciência ou de algo estranho à vontade livre de cada pessoa.

O amor obriga a que cada um de nós aceite os seus limites, da mesma forma como, com tanta facilidade, reconhecemos os nossos talentos. Depois, importa aceitar os do outro, limites e talentos, não como uma ameaça nem como um desafio. Trata-se apenas de alguém tão valioso quanto eu. Afinal, aquilo que os outros têm de diferente de mim, pode ser muito bom.

Nem sempre podemos mudar aquilo não está bem... mas temos a obrigação garantir que esse mal nunca nos torna maus.

Amar não é uma loucura. É o resultado de uma decisão calma que, de forma lúcida, aceita o outro como um bem em si mesmo… e se propõe defendê-lo como tal.

O nosso tempo neste mundo é demasiado precioso para que alguém se possa dar ao luxo de o perder com disparates sem sentido. Mais do que ter paciência, o essencial na vida é ter a lucidez de aceitar, com humildade, que nem sempre estamos certos, mesmo quando as nossas intenções são as melhores.

Devemos assumir sempre a verdade do que somos. As nossas fragilidades, tal como as nossas virtudes. Porque aquilo que o amor testa não são as nossas forças… mas as nossas fraquezas.

José Luís Nunes Martins