quarta-feira, 2 de março de 2016

Adoração ao Santissimo

Eu olho para Deus e Ele olha para mim...
 

Adoração ao Santíssimo
05 de Março de 2016
Igreja Paroquial de Moura (Igreja de S. João Baptista) - 18h
Não faltes!.....

Amar não é uma loucura


O amor exige atenção, cuidado, respeito e uma sabedoria que a experiência dos erros e do perdão constrói. Não se trata, pois, de um qualquer acaso, coincidência ou destino pré-escrito...

Dar-se é um ato de fé. Quem não tem fé, não ama. A entrega de si mesmo é um gesto que só a generosidade autêntica permite, mas que não é fruto de uma qualquer falta de consciência ou de algo estranho à vontade livre de cada pessoa.

O amor obriga a que cada um de nós aceite os seus limites, da mesma forma como, com tanta facilidade, reconhecemos os nossos talentos. Depois, importa aceitar os do outro, limites e talentos, não como uma ameaça nem como um desafio. Trata-se apenas de alguém tão valioso quanto eu. Afinal, aquilo que os outros têm de diferente de mim, pode ser muito bom.

Nem sempre podemos mudar aquilo não está bem... mas temos a obrigação garantir que esse mal nunca nos torna maus.

Amar não é uma loucura. É o resultado de uma decisão calma que, de forma lúcida, aceita o outro como um bem em si mesmo… e se propõe defendê-lo como tal.

O nosso tempo neste mundo é demasiado precioso para que alguém se possa dar ao luxo de o perder com disparates sem sentido. Mais do que ter paciência, o essencial na vida é ter a lucidez de aceitar, com humildade, que nem sempre estamos certos, mesmo quando as nossas intenções são as melhores.

Devemos assumir sempre a verdade do que somos. As nossas fragilidades, tal como as nossas virtudes. Porque aquilo que o amor testa não são as nossas forças… mas as nossas fraquezas.

José Luís Nunes Martins

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

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Próxima Adoração ao Santíssimo
05 de Março de 2016 - Igreja Paroquial de Moura.
 
  

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016





Foi na simplicidade e beleza da Igreja de Nª Srª Auxiliadora, Igreja dos Salesianos de Évora, que no sábado, 06 de Fevereiro de 2016, teve lugar a Adoração ao Santíssimo Sacramento da responsabilidade dos Irmãozinhos de S. Francisco de Assis de Beja.
Num altar cheio de luz, enfeitado de flores brancas e rosa salmão, com a imagem de Nª Srª Auxiliadora ao lado, recebemos Jesus consagrado.

Não posso esquecer a imagem de São João Bosco fundador da Congregação dos Salesianos, devoto da Virgem Auxiliadora, homem de muita fé, que dedicou a sua vida a ajudar os jovens.
E recordo também como eram bonitos os vitrais, e que nalguns deles nos mostravam o encanto do Alentejo, com as papoilas, as azeitonas, as espigas de trigo e as bolotas. 

A Igreja estava linda. A sua simplicidade levou-nos a pensar que para sermos Irmãos só necessitamos de acreditar. Acreditar num Senhor que nos dá força, que nos dá vida, e que nos mostra que essa vida é tão simples e tão doce quanto nós quisermos. Depende de nós sermos bons, sermos melhores, termos o coração aberto para receber este Jesus, para receber os outros e para renovar e aprofundar a nossa Fé. E foi a “Fé” o tema desta tarde tranquila e emocionante.
E chegou o momento marcante desta Adoração. Ao som de cânticos maravilhosos recebemos a bênção individual, que nos eleva, que nos emociona, que nos faz orar e lembrar os outros que não puderam estar presentes, que nos faz chorar de emoção e de súplica. Senhor que estiveste ali connosco, peço-Te que estejas sempre no nosso caminho e nas nossas vidas.

Muitos de nós gostariam de tocar as Tuas vestes, tocar o Teu rosto e pedir-Te que nos salves. Ouve as nossas preces Senhor. Nós estamos aqui por Ti.
E a Igreja estava cheia. O que têm estes “Irmãozinhos” que levam com eles, para onde quer que vão, centenas de pessoas? O que fazem estes “Homens de Fé” que conseguem arrastar multidões para assistir às suas celebrações, e aos seus eventos? O que os move e o que nos move a nós para os querermos acompanhar?

Sei, que são homens de muita Fé. Sei, que a Fé deles é muito maior que a minha. Sei, que se empenham ao máximo em tudo o que fazem. Sei, que os outros estão sempre em primeiro lugar e que vivem para lhes mostrar o caminho de Jesus.
Creio, que nos mostram o caminho do bem. Creio, que nos mostram Jesus na sua plenitude, e nos dão a certeza de que se O seguirmos, encontraremos a verdade, reforçaremos a Fé que dizemos possuir, e nos tornamos pessoas mais livres e melhores. Mas sei, que os quero seguir nessa procura.

E será que todos conseguimos compreender? E será que todos somos pessoas de Fé?
Senhor serei eu digna de vos amar, de vos seguir e de vos adorar? E os outros, Senhor?
Senhor faz um milagre em mim, Senhor faz um milagre em nós.
Tudo foi perfeito numa tarde de muita emoção.

Agradeço aos meios queridos Irmãozinhos por mais este momento de Adoração fantástico. Bem hajam e que Deus vos ilumine sempre.

Queluz, 07 de Fevereiro de 2016
 Ju

 

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Não somos o que temos, somos o que amamos

Há pessoas que brilham muito, mas não iluminam nada... são apenas estrelas (de)cadentes.

Há quem julgue que a aparência é essencial. Tanta preocupação têm com o seu exterior, que descuidam o interior. O tempo vai soprando e descobre tudo, revelando o que há por detrás dos disfarces com que tanta gente finge ser o que não é… muitos desertos se escondem por trás de imponentes fachadas.
A aparência é sempre vazia. Mas enquanto alguns tentam parecer e aparecer esquecendo o seu interior, outros optam por a manter transparente, não permitindo que seja um muro que esconde o coração… uma aparência límpida protege o interior e nunca se sobrepõe a ele.
Quem julga que o seu valor reside no que os outros veem, condena o castelo do seu coração à tristeza da degradação, sem luz nem ar nem vida… sem réstia de amor. São uma enorme ruína egoísta que se destrói a si mesma de forma lenta.

Importa abrir portas e janelas, convidar os outros, o vento e o sol a dançarem nos salões e descansarem nos quartos dos palácios que trazemos dentro…

É certo que cada um de nós deve cuidar da sua aparência a fim de que, ao dar-se ao outro, lhe entregue algo tão valioso quanto possível. Mas tratar do essencial é diferente de passar todo o tempo de volta do acessório. Se é verdade que no exterior pode haver algo de valor, também o é que dentro de nós há muita coisa sem qualquer interesse!

É melhor ser um espaço limpo onde haja paz e possa brilhar a luz do que ser um monte de tralha suja e sem valor nenhum. O que importa é ser, não é ter.

Não somos o que temos, somos o que amamos.
José Luís Nunes Martins