sábado, 29 de novembro de 2014

I Domingo do Advento

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Acautelai-vos e vigiai, porque não sabeis quando chegará o momento. Será como um homem que partiu de viagem: ao deixar a sua casa, deu plenos poderes aos seus servos, atribuindo a cada um a sua tarefa, e mandou ao porteiro que vigiasse. Vigiai, portanto, visto que não sabeis quando virá o dono da casa: se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se de manhãzinha; não se dê o caso que, vindo inesperadamente, vos encontre a dormir. O que vos digo a vós, digo-o a todos: Vigiai!».

Palavra da salvação.
(Mc 13, 33-37)
 
 

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Banco alimentar

 
 
 
Os jovens Shemá e os Irmãozinhos estarão este fim de semana no Pingo Doce do Carmo...
e lá deixaremos a nossa marca.
 
Esperamos por vós

quarta-feira, 26 de novembro de 2014


O Papa Francisco nomeou D. José João dos Santos Marcos Bispo Coadjutor de Beja, com direito de sucessão do atual Bispo, D. António Vitalino Dantas.

Nota biográfica

José João dos Santos Marcos, mais conhecido por Padre João Marcos, nasceu em Monteperobolso, concelho de Almeida, em 1949, filho de António João Marcos e de Isabel Maria dos Santos e tem cinco irmãs. Frequentou os seminários do Patriarcado de Lisboa, nomeadamente Santarém, Almada e Olivais. Fez a sua formação pastoral na Paróquia de Nossa Senhora dos Anjos e foi ordenado presbítero pelo Cardeal-Patriarca D. António Ribeiro, na Sé de Lisboa, em 23 de Junho de 1974. Em 2004, foi nomeado Cónego da Sé Patriarcal, pelo então Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo.
 
Integrou com mais três colegas (Padre Joaquim Batalha, Padre Joaquim Martins e Padre Teodoro de Sousa) a Equipa Sacerdotal da Merceana (1975-1985). Fez várias experiências de itinerância como membro do Caminho Neocatecumenal, nomeadamente em Évora (1981-1983), em Dublin (Irlanda – 1984) e em Porto Velho, Manaus e Belém do Pará (Brasil – 1985). Foi pároco de Milharado e Vila Franca do Rosário (1985-1994) e de Camarate e Apelação (1994-2002).
 
Formado em Pintura pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, D. João Marcos realizou obras para várias capelas e igrejas, procurando apresentar a tradição iconográfica cristã em expressões próprias das técnicas e vivências do nosso tempo. Destacam-se os trabalhos na igreja do Seminário de Penafirme e nas igrejas da Benedita, Alfornelos e Brandoa.
 
É atualmente Diretor Espiritual no Seminário dos Olivais (desde 1995) e no Seminário Redemptoris Mater de Lisboa (desde 2000). Tem lecionado as cadeiras de ‘Arte e Cultura cristãs’ no Ano Propedêutico (Seminário de Caparide) e ‘Estética e Expressão da Fé’ e ‘Iniciação Cristã dos Adultos’ no Ano Pastoral (Seminário dos Olivais).
 
Domingo às 16h na Capela do Seminário de Beja
 é a sua apresentação a Diocese 
 

terça-feira, 18 de novembro de 2014

           Fado em tons de Outono
 


Fado, cantar de saudade. E hoje cantar de solidariedade.
Fado, desculpa perfeita para mais um encontro de amizade e solidariedade para com aqueles queridos Irmãozinhos que tão bem nos sabem receber. De braços abertos e sorrisos no olhar.
Saudade, palavra única e bem portuguesa que transmite todo um sentimento na voz.
O palco estava enfeitado com xaile e guitarra a lembrar o fado. Ao lado, a mesa preparada para qualquer caminhante que fosse a passar. A tijela da sopa, o jarro de vinho, a espiga de trigo, as alfaias agrícolas, tudo a lembrar quem somos. Alentejanos de coração. Não faltaram as castanhas pois o S. Martinho também estava ali. Em cima da mesa o candeeiro a petróleo com a chama da esperança a iluminar a noite.
As mesas também lembravam o fado. Enfeitadas com velas e flores, cada uma identificada com o nome dos vários fadistas portugueses. Lindo!
Sala cheia e olhares expectantes. Fez-se silêncio.
Trinam as guitarras, ecoam as vozes dos nossos fadistas. O palco encheu-se de juventude.
Foi com agradável surpresa que escutámos vozes tão jovens e tão bonitas, e descobrimos quanta beleza e entrega nesta maneira de cantar. Há emoção e alegria no ar. Emoção pelo momento, pelo som das guitarras, e pelas vozes fantásticas que pudemos ouvir. Alegria por nos ter sido dada, mais uma vez, a possibilidade de mostrarmos o quanto solidários conseguimos ser.
Nos intervalos tivemos oportunidade de saborear os vários petiscos alentejanos que tanto agradaram aos nossos amigos lisboetas. Também houve também caldo verde e linguiça assada, sangria para animar e aquecer as vozes, que em coro se elevaram com todos aqueles que sabem ser solidários, que sabem dar o coração aos outros Irmãos. Não faltaram as fotos para registar mais um momento maravilhoso e único neste sábado, 15 de Novembro, no Clube da Força Aérea em Beja.
Calou-se a guitarra, fez-se silêncio.
Voltámos a casa, e no coração levamos saudades pelos bons momentos vividos nesta noite. E a cantarolar, lembramos melodias de Outono em tom de fado.
Muito obrigada às nossas Amigas organizadoras de mais este evento. Estão, mais uma vez, de parabéns. Bem hajam.
E aos nossos queridos Irmãozinhos agradecemos a amizade e ternura com que sempre nos sabem acolher. Que Deus vos ilumine.
Ju
Queluz, 16 de Novembro de 2014

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Rezar com as escrituras

Lectio Divina: leitura orante da Sagrada Escritura
 
Lectio Divina é, num primeiro significado, a própria Sagrada Escritura. Atualmente, a expressão atingiu outra dimensão: a Lectio Divina é a leitura orante da Sagrada Escritura, ou seja, a leitura do texto sagrado em estado de oração, unindo-se o indivíduo com o Reino de Deus.
 
Assim, para que esta oração, baseada na escuta da Palavra de Deus, se faça da melhor maneira é preciso que cada um de nós se deixe interpelar pelo Pai aquando da leitura. Para isso, a lectio divina é composta por quatro passos: a leitura do texto propriamente dita (lectio); a meditação sobre o texto lido (meditatio); a oração tendo em conta a meditação feita (oratio); a contemplação da graça concedida por Deus à humanidade de poder ler e meditar sobre a Sua Palavra (contemplatio).
 
Estas quatro fases da Lectio Divina pressupõem uma fase imediatamente anterior que consiste numa pequena oração inicial ao Espírito Santo. Na fase da leitura, não se supõe que cada um de nós faça uma interpretação crítica e/ou literária do texto, mas ter em atenção as personagens, os diálogos, as ações, entre outros pormenores que precisam de ser identificados com calma; na meditatio, é o momento de saborear o excerto lido: uma escuta atenta do que o texto nos diz no exato momento em que o estamos a ler, confrontá-lo com a nossa vida. Depois, é tempo de oração, de responder àquilo que o Pai nos disse no momento da leitura; de entrar num diálogo pessoal com Ele. A última fase, a da contemplatio, é a única em que nós somos apenas agentes passivos: é o momento em que nos deixamos ficar em silêncio diante de Deus deixando-o tornar-se presente em nós. Pode acontecer que algum de nós entre em estado de contemplação e adoração pura. Mas pode também acontecer que precisemos de fazer um grande esforço de modo a estarmos, por muito pouco que seja, na presença do Pai. Não depende de nós mas apenas d'Ele. Apenas uma coisa podes ser tu a fazer: Entrega-te!
 

Exemplo de oração inicial a invocar o Espírito Santo

«Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai, Senhor, o vosso Espírito, e tudo será criado; e renovareis a face da terra. Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com as luzes do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo Senhor nosso. Ámen.»