quinta-feira, 31 de julho de 2014

Ao falar de Ti

 

 
Férias
Tempo de Descanso. Tempo de recuperação de forças. Pode ser um tempo perdido. Tantas vezes, as férias, cheias de tudo e de nada, se tornam um tempo de maior cansaço e de dispersão.

É o não querer perder nada… programam-se viagens, enchem-se malas, gasta-se por vezes o que não se tem, corre-se desalmadamente, … um sem número de nadas que rapidamente se desvanecem no primeiro dia de trabalho em que nos descobrimos absolutamente cansados e de regresso à simples e enfadonha rotina. Isto não são férias.

Férias é mudar de atividade. É descansar, não por ficar sem fazer nada ou porque seja obrigatório mudar de lugar, mas porque fazemos o que habitualmente não temos oportunidade… e fazemo-lo sossegadamente.
 
Convém prepararmos bem esse tempo. Para que não seja tempo perdido. É preciso planear o que se quer fazer, a que nos queremos dedicar nas férias. E esse plano pode e deve ser decidido com Deus, para que Deus não seja esquecido nas nossas férias. Deus deu-nos o exemplo: Descansou ao sétimo dia da criação. Mas no sétimo dia não se esqueceu de nós. Pelo contrário convidou-nos a descansar com Ele no louvor da oração.

Estas férias podem ser um tempo especial de oração…



AO FALAR DE TI...

Senhor,
Eu quero ouvir a Tua voz
Fazer florescer e frutificar a Tua Palavra,
Reconhecer-te, descobrir-te,
Em cada gesto,
Em cada palavra,
Em cada momento,
Em cada esquina da minha vida…

Perdoa o meu silêncio,
A minha falta de resposta…

Eu sei, Senhor,
Que tu conheces como ninguém
O meu coração fraco, débil,
Que a cada passo
Se deixa tentar pelo mal
Para depois se afogar em lágrimas de dor e desespero,
 
Eu sei também que a Tua mão
Está sempre estendida,
Pronta para me resgatar…
Vens ao meu encontro.

Perdoa, Senhor a minha cegueira,
Apura os meus sentidos e o meu coração
Para que sinta fome e sede de Ti
E Te possa sentir em tudo e todos…
 
Não permitas que o meu coração endureça,
Atrofie, se torne árido e seco,
Tendo a fonte tão perto de mim.
Não deixes que eu perca o brilho do olhar,
Ao falar de Ti.
 
                                                                                                                                 Menorodrigues

terça-feira, 29 de julho de 2014

Basta abrir o coração...


Disseram-me há dias que para falar conTigo não precisava de palavras, bastava abrir-Te o meu coração.
Mas como é que se abre um coração que desaprendeu a amar? Como é que reeducamos um coração desencantado, desconfiado e porventura até descrente, envolto de trevas, medos, dúvidas e inseguranças? Como é que se abre um coração enclausurado na muralha de pedra que ele próprio ergueu?
Dizes-me então baixinho, ao secares a minha cara com uma doce brisa: "os que semeiam com lágrimas recolhem com alegria". E enquanto saboreio a mensagem, dou por mim a sorrir e a agradecer por cada lágrima que brota do lugar mais recôndito da minha alma. Aquela que derramo com dor, aquela que teima em cair com saudades de quem já partiu, aquela que grita de raiva, aquela que se compadece do sofrimento alheio, aquela que se emociona com uma música, aquela que exulta de alegria e aquela que se enche de gratidão. Agradeço porque nelas revejo a minha fragilidade mas vejo reaparecer, também, a minha humanidade.
Humanidade que trazemos em vasos de barro, para ser moldada pela Tua misericórdia, que nos permite sempre recomeçar, e aperfeiçoada com o Teu amor, pois reconhecemos que um poder tão sublime vem de Deus e não de nós. Sei que não é a primeira vez que digo isto mas nunca deixas de me surpreender. Sabes sempre como chegar a mim, mesmo quando a noite é escura, o caminho é incerto, as palavras escasseiam, as dúvidas inundam a minha alma inquieta e impaciente e o meu coração parece vazio de amor.
autor desconhecido

sábado, 26 de julho de 2014

Jesus agarrou-me... um testemunho


Quando terminou o “2º Encontro com Deus” no Turcifal, naquela tarde de domingo, tive pena que não tivesse havido tempo para a apresentação de testemunhos.
Jesus sabia o que se passara nos nossos corações e o quanto estivera presente neste Encontro, mas importava também, em minha opinião, haver agradecimentos públicos à acção daqueles que ajudaram a trazê-LO de forma tão vívida para o meio de nós. Agradecer à Irmã Teresa e aos Irmãozinhos a organização impecável, as conferências, os momentos de oração e convívio, a sua permanente disponibilidade para connosco.
Mas felizmente os testemunhos sobre este Encontro foram aparecendo no blog, sinceros e comoventes, que mais acrescentar?
O meu testemunho remonta assim ao meu primeiro Encontro com Deus, há mais de 15  anos atrás. Uma amiga convenceu-me a participar numa Peregrinação a Israel, organizada pelos Irmãozinhos. Não os conhecia, a minha fé era bastante vaga, os meus contactos com o clero tinham sido ou inexistentes ou dececionantes. Temia pois ter de enfrentar infindáveis e entediantes atos religiosos.
Foi por isso com um misto de curiosidade e crescente deslumbramento que fui observando os Irmãozinhos ao longo dos dias da Peregrinação. A pureza, bondade, alegria e amor a Deus que irradiavam eram algo de completamente novo e diferente para mim.
No fim da Peregrinação, à despedida no aeroporto, a frase do Irmão José Domingos de que me iria “incluir nas suas orações” gravou-se na minha mente e deu-me uma força e uma paz inusitadas. A partir daí, quando me surgia um problema, lembrava-me que lá nos confins do Alentejo havia um Irmãozinho, uma pequena comunidade de Franciscanos puros e bons que rezavam a Deus também por mim. Sabia assim que nada de realmente mau me podia acontecer e passei a conseguir ultrapassar obstáculos que antes considerava intransponíveis.      
É claro que nunca mais larguei os Irmãozinhos de S. Francisco de Assis, a quem devo o meu ENCONTRO COM DEUS.

Lisboa, 24 de Julho de 2014
Miriam Passanha Pereira     

quarta-feira, 23 de julho de 2014


Um grande filme a ver nestas férias...
Tire um pouco de tempo para si, e assista a esta grande produção... "A Bíblia"
 (Desde da criação até às primeiras comunidades, um verdadeiro caminho de fé e confiança em Deus)