quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Advento, Tempo de Espera e de Esperança


Senhor, esperamos-Te novamente.
Povoa de esperança o espaço que restou dentro de nós.
Seca as lágrimas que ainda molham as nossas faces.
Ajuda-nos a repartir os sorrisos que vingaram
neste espaço de barro que somos nós, e onde um dia semeaste a fé.
Repete este milagre de, embora divino,
caberes por inteiro no nosso coração humano.
Volta para nós, desta maneira simples de chegar
E permanece connosco, ajudando-nos a crer
que ainda é tempo de sonhar com a paz.
Senta-Te à nossa mesa e prova o pão do nosso suor.
Caminha ao nosso lado para entenderes o nosso cansaço.
Escuta os nossos anseios, para compreenderes nossa luta.
Volta para nós, desta maneira simples de chegar.
Volta silencioso como a aurora e plenifica de luz o nosso amanhecer.
Volta silencioso como a flor e perfuma de amor o nosso desejo.
Volta para nós, desta maneira simples de chegar.
Da nossa parte, estaremos à Tua espera
como terra seca, que procura orvalho;
como noite escura que procura luz;
como fonte imóvel que procura impulso.
Volta para nós, desta maneira simples de chegar.
E que te possamos descobrir
em todos os presépios e casas,
em todas as manjedouras e berços,
em todas as Marias e Josés.
Amém

(Oração rezada na Adoração Shemá' no dia 30 de Novembro, na Capela do Paço Episcopal)

sábado, 8 de dezembro de 2012

8 de Dezembro - Dia da Imaculada Conceição, Rainha e Padroeira de Portugal

"Depois, apareceu no céu um grande sinal: uma Mulher vestida de Sol, com a Lua debaixo dos pés e com uma coroa de doze estrelas na cabeça. Estava grávida e gritava com as dores de parto e o tormento de dar à luz.
Apareceu ainda outro sinal no céu: era um grande dragão de fogo com sete cabeças e dez chifres. Sobre as cabeças tinha sete coroas e, com a sua cauda, varreu a terça parte das estrelas do céu e lançou-as à terra. Depois colocou-se diante da Mulher que estava para dar à luz, a fim de lhe devorar o filho quando ele nascesse. Ela deu à luz um filho varão. Ele é que há-de governar todas as nações com ceptro de ferro. Mas o filho foi-lhe arrebatado para junto de Deus e do seu trono." (Ap12, 1-5)

 
Em 25 de Março de 1646 sob proposta do Rei D. João IV, as Cortes reunidas aprovaram a escolha do Santuário de Vila Viçosa para sede e solar da Padroeira de Portugal... Nossa Senhora da Conceição. Foi aquele mesmo Rei que consagrou a Nação Portuguesa a Nossa Senhora da Conceição e A proclamou nossa Padroeira e Rainha. São do seguinte teor as palavras da provisão régia datada, precisamente, de 25 de Março do ano acima referido:
"Estando ora juntos em cortes com os três estados do Reino lhes fiz propor a obrigação que tínhamos de renovar e continuar esta promessa (de D. Afonso Henriques) e venerar com muito particular afecto e solenidade a festa de Sua Imaculada Conceição. E nelas, com parecer de todos, assentámos de tomar por padroeira de Nossos Reinos e senhorios a Santíssima Virgem Nossa Senhora da Conceição… e lhe ofereço de novo… à Sua Santa Casa da Conceição sita em Vila Viçosa, por ser a primeira que houve em Espanha desta invocação, cinquenta escudos de oiro, em cada um ano em sinal de Tributo e Vassalagem…".
Desde a eleição da Padroeira, os Reis de Portugal nunca mais colocaram a coroa na cabeça. Em ocasiões solenes, era ela depositada sobre uma almofada, ao seu lado direito da Imagem.
Em 1648 D. João IV mandou cunhar medalhas de ouro e prata que correram como moeda, em honra da Padroeira de Portugal, tendo no reverso a imagem de Nossa Senhora da Conceição coroada de sete estrelas sobre o globo e a meia-lua, tendo aos lados o sol, o espelho, a casa de ouro, a arca da aliança, o porto e a fonte selada com a legenda: Tutelaris Regni. Foi, até, com duas destas moedas em ouro que o Rei pagou, nesse ano, o tributo prometido ao Santuário de Nossa Senhora de Vila Viçosa.Só 200 anos depois é que o Papa Pio IX definiu solenemente em Roma o mesmo privilégio de Nossa Senhora, como dogma de fé universal. Enfim, Nossa Senhora da Conceição tem sido através dos séculos, a honra e a glória da Nação e do Povo Português.
 

Nossa Senhora da Conceição, rogai por nós

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

I Domingo do Advento
"Alegrai-vos e levantai a cabeça,
porque a vossa redenção está próxima"

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Haverá sinais no Sol, na Lua e nas estrelas e, na Terra, angústia entre os povos, aterrados com o bramido e a agitação do mar; os homens morrerão de pavor, na expectativa do que vai acontecer ao universo, pois as forças celestes serão abaladas.
Então, hão-de ver o Filho do Homem vir numa nuvem com grande poder e glória.
Quando estas coisas começarem a acontecer, alegrai-vos e levantai a cabeça, porque a vossa redenção está próxima.»
«Tende cuidado convosco: que os vossos corações não se tornem pesados com a devassidão, a embriaguez e as preocupações da vida, e que esse dia não caia sobre vós subitamente, como um laço; pois atingirá todos os que habitam a terra inteira.
Velai, pois, orando continuamente, a fim de terdes força para escapar a tudo o que vai acontecer e aparecerdes firmes diante do Filho do Homem.»
(Lc21, 25-28.34-36)


domingo, 25 de novembro de 2012

Solenidade de Cristo Rei

"Naquele tempo, Pilatos entrou de novo no edifício da sede, chamou Jesus e perguntou-lhe: «Tu és rei dos judeus?»
Respondeu-lhe Jesus: «Tu perguntas isso por ti mesmo, ou porque outros to disseram de mim?»
Pilatos replicou: «Serei eu, porventura, judeu? A tua gente e os sumos sacerdotes é que te entregaram a mim! Que fizeste?»
Jesus respondeu: «A minha realeza não é deste mundo; se a minha realeza fosse deste mundo, os meus guardas teriam lutado para que Eu não fosse entregue às autoridades judaicas; portanto, o meu reino não é de cá.»
Disse-lhe Pilatos: «Logo, Tu és rei!» Respondeu-lhe Jesus: «É como dizes: Eu sou rei! Para isto nasci, para isto vim ao mundo: para dar testemunho da Verdade. Todo aquele que vive da Verdade escuta a minha voz.» "
(Jo18, 33-37)

 
«A Minha realeza não é deste mundo»
 
Tu és rei eternamente, meu Deus [...]; quando dizemos no Credo que o Teu «reino não terá fim», sinto quase sempre uma alegria muito especial. Eu Te louvo, Senhor, bendigo-Te para sempre! No fim, o Teu reino durará eternamente! Não permitas nunca, Mestre, que os que Te dirigem a palavra julguem poder fazê-lo só com os lábios. [...] Certamente, quando vamos ao encontro de um príncipe, não lhe falamos com o mesmo à-vontade que a um aldeão ou a uma pobre religiosa como nós: seja qual for a maneira como nos falarem estará sempre bem.
Sem dúvida que a humildade do nosso Rei é tal que, apesar da minha ignorância das regras da linguagem, Ele não deixa de me escutar e de me permitir aproximar-me d'Ele. Os Seus guardas não me afastam, pois os anjos que O rodeiam não ignoram que o seu Rei aprecia mais a simplicidade de um humilde pastor que, se pudesse, diria mais que todos os belos raciocínios dos maiores sábios e letrados, se não forem humildes.
Mas se o nosso Rei é bom, não é razão para nos mostrarmos grosseiros. Nem que seja apenas para Lhe testemunhar a minha gratidão por Ele Se dignar suportar junto a Ele uma pessoa tão repugnante como eu, é justo que eu reconheça a Sua nobreza e grandeza. Na verdade, basta aproximarmo-nos d'Ele para compreendermos isso. [...] Sim, aproximai-vos d'Ele minhas filhas, mas pensai e compreendei a Quem ides falar, ou com Quem falais já. Nem em mil vidas como a nossa chegaremos a compreender as deferências que merece um tal Senhor, diante de Quem tremem os anjos. Ele tudo comanda, tudo pode; para Ele, querer é operar. É justo, minhas filhas, que procuremos alegrar-nos com as grandezas do nosso Esposo, que compreendamos de Quem somos esposas e, assim, saibamos que santidade deve ser a da nossa vida.
 
(Santa Teresa de Ávila)

domingo, 18 de novembro de 2012

Sínodo Diocesano:
"A verdade libertará"

A primeira assembleia sinodal da Diocese de Beja, com abertura marcada para 1 de Dezembro, tem como principal objetivo envolver todas as comunidades católicas num caminho de redescoberta da fé.
Em entrevista concedida à Agência ECCLESIA, o bispo de Beja, D. António Vitalino, sublinha que “a prática cristã na região tem vindo a decrescer, sobretudo ao nível dos sacramentos” e passou progressivamente a ser vista como “uma coisa das mulheres e crianças”.
“É preciso ajudar os alentejanos a redescobrirem a proposta da fé, que não é só para um conjunto de eleitos ou para o clero mas é também para eles. O grande desafio é que todos aqui sintam alegria por serem membros da Igreja e de a testemunharem e partilharem com os seus contemporâneos”, aponta o prelado.
Com o lema “A verdade libertará”, o Sínodo Diocesano de Beja coincide no tempo com dois acontecimentos marcantes para a Igreja Católica: A abertura do Ano da Fé, com início a 11 de outubro passado, e a celebração do 50.º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II (1962-1965).
Surge ainda numa altura em que a hierarquia eclesial procura soluções para implementar uma “nova evangelização” e para atender à crise económica que afeta a sociedade.
Para o bispo de Beja, a “melhor forma” de encarar estas duas realidades é reforçando o sentimento de pertença dos fiéis a uma “verdade, que é Jesus”, que “ajuda a viver os grandes dinamismos da Igreja” e ao mesmo tempo “cura e liberta a pessoa humana de muitas crises, mesmo que estas sejam de ordem mais temporal e terrestre”.
Através das reflexões que irão ser propostas durante a assembleia sinodal, pretende-se “envolver os cristãos na descoberta daquilo que é a sua realização plena, tendo em conta o contexto em que vivem”, salienta D. António Vitalino.
Citando o apelo deixado pelo Papa na mensagem apostólica com que convocou o Ano da Fé, o responsável católico desafia as paróquias e comunidades de Beja a “não terem medo” de abrir a “porta da fé” que também é este Sínodo.
O prelado exorta ainda os católicos a emprestarem a sua “criatividade” à realização daquela grande assembleia diocesana, na certeza de que “muitas maravilhas se irão concretizar”.
De acordo com o Código de Direito Canónico (CDC), devem ser convocados pelo bispo quando “as circunstâncias o aconselharem”, depois de ouvido o Conselho Presbiteral, órgão constituído por representantes dos padres.
A assembleia sinodal de Beja deverá decorrer até 8 de dezembro de 2015, data simbólica que pretende assinalar o 50.º aniversário do encerramento do Concílio Vaticano II.
 
(In, Agência ECCLESIA)
 
 
 
Oração pelo Sínodo Diocesano:
 
 
Senhor Jesus,
mestre e guia da Igreja,
fonte de comunhão e da missão:
renovai entre nós os prodígios do Pentecostes.
Tornai-nos dóceis à voz do Espírito
e disponíveis para vencer os obstáculos,
abertos à conversão pessoal e comunitária,
e a uma verdadeira renovação pastoral.
Fazei de nós uma Igreja de comunhão
em permanente estado de missão.
Fazei com que as comunidades cristãs,
edificadas pela Vossa Palavra
e fortalecidas pela Eucaristia,
se tornem um só coração e uma só alma,
atentas às angústias e às esperanças
dos que vivem nesta terra alentejana.
Ó Senhor,
nós Vos louvamos e agradecemos
pela nossa Igreja diocesana.
Para que o caminho sinodal
seja uma ocasião de resposta ao Vosso amor,
nós nos confiamos
à intercessão da Santíssima Virgem Maria,
de São José, padroeiro da nossa Diocese,
e de São Sisenando, patrono da cidade de Beja
e a todos os santos e santas
padroeiros das paróquias e comunidades.
Amen.