sábado, 29 de setembro de 2012

Aumenta a minha Fé


Aumenta a minha fé, Senhor,
preciso de ter uma fé sólida, valente,
na qual não haja lugar  para a dúvida.
Preciso de ter uma fé cega,
que não procure continuamente  provas para crer;
uma  fé que tenha a certeza, desde o primeiro momento,
de que  tu não estás morto,
de  que ressuscitaste e estás vivo entre nós.


Às vezes sou como os discípulos de Emaús,
afasto-me, penso que está tudo acabado,
que tudo chegou ao fim,
que foi tudo uma história bonita,
mas que há que voltar  a pisar  a terra.

Talvez sejas tu, Senhor,
quem me devolva essa luz que tanto desejo.
Talvez sejas tu, Senhor,
quem me devolva  a  ilusão perdida.
Talvez sejas tu, Senhor quem me abra os olhos para ver a verdade.
Talvez Senhor, Tu possas fazer com que volte ao teu regaço.

Aumenta a minha fé, porque preciso de acreditar.
Aumenta a minha fé, porque quero amar-te cada dia mais.
Aumenta a minha fé, Senhor,
Aumenta a minha fé!

domingo, 23 de setembro de 2012

Chamados à Missão...



Três dias de sol, três de dias de amor, três dias de verdade, três dias de encontro…três dias que transformaram a vida de cada um que lá esteve…
Nos dias 27, 28 e 29 de Julho, os Jovens Shemá’, e mais um Irmãozinho de São Francisco de Assis, partiram numa verdadeira aventura de amor, partiram de expectativa de levar muito, voltaram com a certeza que nada levaram e tudo trouxeram…
A casa do Bom Samaritano foi sentida, por cada um destes jovens, como uma verdadeira bênção de Deus, onde o amor se sentiu a cada segundo, em cada experiência, em cada irmã, em cada funcionária e em cada uma das meninas desta casa que conseguiam mostrar-nos o verdadeiro amor de Jesus…
A casa do bom Samaritano, talvez pudesse ser caracterizada como a casa do amor mais puro e verdadeiro, a casa da verdade, a casa do encontro, a casa de Jesus vivo…é de louvar cada pessoa que se entrega diariamente a este serviço…é de louvar a Deus pela vida de cada uma destas meninas, afinal são elas que nos ensinam a amar e a servir verdadeiramente…
Quando se pensa nesta missão, com as tais meninas deficientes, pensa-se em algo que exige sacrifício e doação, força, capacidade intelectual e emocional, entre outras características que nos fazem acreditar, a nós, seres ditos “normais”, que somos superiores e necessários para estes seres humanos mais frágeis.
Chegados ao fim destes três dias, todos os jovens que participaram, sem exceção, descobriram, aprenderam e refletiram, sentindo verdadeiramente que nada somos, que nada demos, que nada fizemos, diante do tudo que recebemos. Aquelas meninas mostraram-nos o verdadeiro sentido da vida, através dos seus olhares, sorrisos, palavras, lágrimas, silêncios, gestos, em tudo nos mostraram que afinal são os mais desprivilegiados da sociedade que mais privilégios têm na relação com Deus.
Obrigada Jesus, pela vida destas meninas, pela vida destas irmãs e pela obra do Bom Samaritano, obrigada Jesus porque revelaste o teu imenso amor em todo o tempo lá passado. Obrigada Jesus, porque muito nos mimaste com a vida destas tuas meninas.

O que eles sentiram...

A casa do Bom Samaritano? Foi simplesmente reconfortante. Se existe, neste mundo um amor tão sincero entre os homens, é naquela casa. (Daniel Antunes)

Esta experiência no Bom Samaritano foi um grande encontro com os anjinhos de Jesus. Anjinhos estes que me ensinaram a receber tudo aquilo que Jesus nos dá, em especial em pequenos gestos, como saber o nome e a localidade. Jamais esquecerei a força destas meninas de Jesus. (Mafalda Vasques)

Ao irmos para lá, íamos prontos para dar, mas ao chegar ao fim da missão percebemos que recebemos muito mais do que podemos dar. Aquelas meninas são muito especiais. (Pedro Seno)

O Bom Samaritano foi mais do que tudo uma lição de vida para mim, porque fui para lá na certeza de ir com muito para dar e foi na despedida que me apercebi que recebi muito mais do que alguma vez conseguirei retribuir. É nos sorrisos sinceros e em pessoas com bondade no coração que conseguimos encontrar o verdadeiro amor de Jesus. As meninas no fundo ensinaram-me a olhar de forma diferente, para mim e para os outros, fazendo-me entender que “ser especial” é talvez a maior riqueza do mundo e a forma de estar mais próxima do Pai. (Rita Brigadeiro)

No Bom Samaritano descobri, que a verdadeira felicidade se esconde onde existem corações mais simples e mais cheios de amor. É na simplicidade, pureza e fragilidade que Deus mais se revela. Foi um ir em busca de levar Deus até aquelas meninas e voltar cheia de Deus, através daquelas meninas. (Rita Peixeiro)

Eu pensava que tinha tudo, mas afinal não dei nada e vim muito mais cheia interiormente. (Sónia Lopes)

São os sorrisos, olhares e abraços que nos enchem o coração e permitem perceber que recebemos tanto mais do que aquilo que pudemos dar, foi uma lição de vida. (Sofia Rodrigues)

Foi uma experiência para a vida, um encontro profundo com a nossa fragilidade humana e a descoberta de que nada somos, diante do amor imenso de Deus. Foi um descobrir que é realmente nos puros de coração que Deus se encontra. (Vera Roque)

Esta missão no “Bom Samaritano”, para mim foi uma experiência tão profunda que o Senhor Deus me transmitiu através das meninas. Serviu para aprofundar a minha caminhada. E também para fazer cada vez mais parte do projeto de Deus, e crescer na paz, amor e esperança. Estas meninas são unidas e fraternas, ajudam-se umas às outras, partilham umas com as outras. Nelas vemos o que é o verdadeiro amor que devemos ter uns aos outros.
“Porque Amar não é dar mas partilhar”.  (Fidélio Soares) 

domingo, 16 de setembro de 2012

JMJ Rio 2013
"Ide e fazei discípulos entre todas as nações" (Mt28, 19)


Acaba de ser lançado o hino oficial das jornadas mundiais da juventude, que terão lugar em Julho de 2013, no Rio do Janeiro, com o seguinte título: esperança do amanhecer. O refrão do hino canta: Cristo nos convida, venham, meus amigos; Cristo nos envia, sejam missionários.

Em contraste com este desafio parece-me estar a juventude da Europa, mais concretamente, a de Portugal. Uma vez mais o pudemos constatar na semana passada, se tivermos em conta apenas os meios de comunicação de massa. Grande percentagem de desempregados, muitos com cursos superiores a viver dependentes economicamente da família, filhos únicos, poucos nascimentos e casamentos, milhares a emigrar e grandes manifestações de indignação e descontentamento.
Neste cenário estamos a começar um novo ano escolar, pastoral e de governo. As manifestações do último fim de semana perante o anúncio de mais austeridade e de recessão económica, sem justificações plausíveis do fracasso de medidas anteriores e do seu êxito no futuro, invadem o coração dos jovens e não deixam transparecer a esperança do amanhecer, como canta o hino.
Se a nossa esperança se baseia apenas no económico e não descobrimos razões mais profundas, que nos fazem descobrir outros motivos de crer, esperar e viver, então também eu, como bispo e cidadão, diria que não espero um amanhecer de esperança para os nossos jovens e para o mundo.
Mas com o refrão do hino também eu canto. Ouçamos o convite de Cristo, sejamos amigos e solidários, olhemos mais uns para os outros, sobretudo para os mais pobres do nosso meio e doutros continentes, deixemo-nos enviar e sejamos missionários. Só quem vê assim a vida e o mundo encontra razões de esperança de um novo amanhecer, contribuindo para o seu surgimento com novos comportamentos e atitudes.
Falava estes dias com um missionário de África, que manifestava espanto com os cristãos europeus. Se fossem mais sóbrios, mais solidários e amigos, mais missionários, teriam mais alegria e esperança nos seus rostos e lutariam sobretudo pelos valores que a traça não corrói, sem pôr os outros de parte, mas na devida proporção.

† António Vitalino, Bispo de Beja

terça-feira, 31 de julho de 2012

Oração Oficial da Jornada Mundial da Juventude 2013 - Rio de Janeiro


Ó Pai, enviaste o Teu Filho Eterno para salvar o mundo e escolheste homens e mulheres para que, por Ele, com Ele e n'Ele, proclamassem a Boa-Nova a todas as nações. Concede as graças necessárias para que brilhe no rosto de todos os jovens a alegria de serem, pela força do Espírito, os evangelizadores de que a Igreja precisa no Terceiro Milénio.

Ó Cristo, Redentor da humanidade, a Tua imagem de braços abertos no alto do Corcovado acolhe todos os povos. Na Tua oferta pascal, conduziste-nos pelo Espírito Santo ao encontro filial com o Pai. Os jovens, que se alimentam da Eucaristia, ouvem-Te na Palavra e encontram-Te no irmão, necessitam da Tua infinita misericórdia para percorrer os caminhos do mundo como discípulos-missionários da nova evangelização.

Ó Espírito Santo, Amor do Pai e do Filho, com o esplendor da Tua Verdade e com o fogo do Teu Amor, envia a Tua Luz sobre todos os jovens para que, impulsionados pela Jornada Mundial da Juventude, levem aos quatro cantos do mundo a fé, a esperança e a caridade, tornando-se grandes construtores da cultura da vida e da paz e os protagonistas de um mundo novo.

Amém!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

A Vida de Santa Clara de Assis, por Bento XVI

Queridos irmãos e irmãs,

Uma das Santas mais amadas é, sem dúvida, Santa Clara de Assis, que viveu no século XIII, contemporânea de São Francisco. O seu testemunho mostra-nos o quanto toda a Igreja é devedora a mulheres corajosas e cheias de fé como ela, capazes de dar um decisivo impulso para a renovação da Igreja.

Quem foi, então, Clara de Assis? Para responder a essa pergunta, possuímos fontes confiáveis: não somente as antigas biografias, como aquela de Tomás de Celano, mas também os Atos do processo de canonização promovido pelo Papa apenas alguns meses depois da morte de Clara e que contêm os testemunhos daqueles que viveram ao seu lado por muito tempo.

Nascida em 1193, Clara pertencia a uma família aristocrática e rica.
Renunciou à nobreza e à riqueza para viver humilde e pobre, adotando a forma de vida que Francisco de Assis propunha. Apesar de seus parentes, como então acontecia, estarem planejando um matrimônio com qualquer personalidade de destaque, Clara, aos 18 anos, com um gesto ousado inspirado pelo profundo desejo de seguir a Cristo e pela admiração por Francisco, deixou a casa paterna e, em companhia de uma amiga, Bona di Guelfuccio, uniu-se secretamente aos frades menores junto à pequena igreja da Porciúncula. Era a noite do Domingo de Ramos de 1211. Em meio à comoção geral, foi realizado um gesto altamente simbólico: enquanto seus companheiros tinham em mãos tochas acesas, Francisco cortou-lhe os cabelos e Clara recebeu um rude hábito
penitencial. A partir daquele momento, tornou-se a virgem noiva de Cristo, humilde e pobre, e a Ele totalmente consagrava-se. Como Clara e suas companheiras, inúmeras mulheres ao longo da história foram fascinadas pelo amor de Cristo que, na beleza da sua Divina Pessoa, preenche os seus corações. E toda a Igreja, por meio da mística vocação nupcial das virgens consagradas, apresenta-se como o que será para sempre: a Esposa bela e pura de Cristo.

Em uma das quatro cartas que Clara enviou a Santa Inês de Praga, a ilha do rei da Boêmia, que queria seguir os seus passos, fala de risto, seu amado esposo, com expressões nupciais, que podem surpreender, mas que comovem: "Amando-o, sereis casta, tocando-o, sereis mais pura, deixando-vos possuir por Ele, sereis virgem. O seu
poder é mais forte, a sua generosidade mais elevada, o seu aspecto mais belo, o amor mais suave e toda a graça mais fina. Agora estais apertada pelo abraço dele, que tendes adornado o vosso peito por pedras preciosas [...] e tendes vos coroado com uma coroa de ouro gravada com o sinal da santidade" (Primeira carta: FF, 2862).

Sobretudo no princípio de sua experiência religiosa, Clara tem em Francisco não somente um mestre a quem seguir os ensinamentos, mas também um amigo fraterno. A amizade entre esses dois santos constitui um aspecto muito bonito e importante. De fato, quando duas almas puras e inflamadas pelo mesmo amor por Deus encontram-se, tiram da recíproca amizade um estímulo fortíssimo para percorrer a via da perfeição. A
amizade é um dos sentimentos humanos mais nobres e elevados que a Graça divina purifica e transfigura. Como São Francisco e Santa Clara, também outros santos viveram uma profunda amizade no caminho rumo à perfeição cristã, como São Francisco de Sales e Santa Joana Francisca de Chantal. E é exatamente São Francisco de Sales que escreve: "É belo poder amar na terra como se ama no céu, e aprender a querer-se bem
neste mundo como faremos eternamente no outro. Não falo daquele simples amor de caridade, porque aquele devemos tê-lo por todos os homens; falo da amizade espiritual, no âmbito da qual duas, três ou mais pessoas compartilham a devoção, afetos espirituais e tornam-se realmente um só espírito" (Introduzione alla vita devota III, 19).

Após ter passado um período de alguns meses junto a outras comunidades monásticas, resistindo às pressões de seus familiares que, inicialmente, não aprovaram a sua escolha, Clara estabelece-se com as primeiras companheiras na igreja de São Damião, onde os frades menores haviam edificado um pequeno mosteiro para elas. Naquele mosteiro,
viveu por mais de quarenta anos até sua morte, em 1253. Nós recebemos uma descrição de primeira mão de como viviam essas mulheres naqueles anos, nos inícios do movimento franciscano. Trata-se do admirado relato do bispo flamenco em visita à Itália, Giacomo di Vitry, que afirma te encontrado um grande número de homens e mulheres, de todas
as classes sociais, que "deixaram todas as coisas por Cristo, fugiam do mundo. Chamavam-se frades menores e irmãs menores e eram tidos em grande consideração pelo senhor Papa e cardeais. [...] As mulheres [...] vivem juntas em diversas casas, não muito distantes da cidade.
Nada recebem, mas vivem do trabalho de suas mãos. E estão profundamente tristes e atormentadas, porque são mais honradas do que gostariam pelos clérigos e leigos" (Lettera dell’ottobre 1216: FF, 2205.2207).

Giacomo di Vitry captou com perspicácia um traço característico da espiritualidade franciscana a que Clara foi muito sensível: a radicalidade da pobreza associada à confiança total na Providência Divina. Por essa razão, atuou com grande determinação, obtendo do Papa Gregório IX ou, provavelmente, já do Papa Inocêncio III, o assim chamado Privilegium Paupertatis (cfr. FF, 3279). Com base nele, Clara e suas companheiras de São Damião não poderiam possuir nenhuma propriedade material. Tratava-se de uma exceção verdadeiramente extraordinária com relação ao direito canônico e as autoridades eclesiásticas daquele tempo permitiram-na por apreciar os frutos de santidade evangélica que reconheciam no modo de viver de Clara e das suas irmãs. Isso mostra que também nos séculos da Idade Média, o papel das mulheres não era secundário, mas significativo. A esse respeito, deve-se salientar que Clara foi a primeira mulher na história da Igreja a compor uma Regra escrita, sujeita à aprovação do Papa, para que o carisma de Francisco de Assis fosse preservado em todas as comunidades femininas que se iam estabelecendo já nos seus tempos e que desejavam inspirar-se no exemplo de Francisco e Clara.

No convento de São Damião, Clara praticou de modo heroico as virtudes que deveriam caracterizar todo o cristão: humildade, espírito de piedade e de penitência, caridade. Embora sendo superiora, desejava servir em primeira pessoa as irmãs, sujeitando-se também a tarefas humilíssimas: a caridade, de fato, supera todas as resistências e quem
ama faz todos os sacrifícios com alegria. Sua fé na presença real da Eucaristia era tão grande que, em duas ocasiões, verificou-se um fato prodigioso. Somente com a exposição do Santíssimo Sacramento, afastaram-se os mercenários sarracenos, que estavam prestes a atacar o convento de São Damião e devastar a cidade de Assis.

Também esses episódios, bem como outros milagres, dos quais se preserva a memória, levaram o Papa Alexandre IV a canonizá-la apenas dois anos após sua morte, em 1255, traçando um elogio na Bula de canonização, em que lemos: "Quão vivo é o poder desta luz e quão forte é o brilho desta fonte luminosa. Na verdade, essa luz tinha-se enclausurado no escondimento da vida monástica e irradiava luzes cintilantes; recolhia-se em um mosteiro estreito, e expandia-se ao longo da vastidão do mundo. Mantinha-se dentro e difundia-se fora.
Clara, de fato, escondia-se; mas a sua vida foi revelada a todos.
Clara ficou em silêncio, mas sua fama gritava" (FF, 3284). E é exatamente assim, queridos amigos: são os santos aqueles que alteram o mundo para melhor, transformam-no de modo duradouro, incorporando as energia que somente o amor inspirado pelo Evangelho pode suscitar. Os santos são os grandes benfeitores da humanidade!

A espiritualidade de Santa Clara, a síntese da sua proposta de santidade é recolhida na quarta carta a Santa Inês de Praga. Santa Clara usa uma imagem muito difundida na Idade Média, de influência patrística, o espelho. E convida a sua amiga de Praga a refletir-se
naquele espelho de perfeição de toda a virtude que é o Senhor mesmo.
Ela escreve: "Feliz certamente aquele a quem é dado gosta desta sagrada união, para aderir com as profundezas do coração [a Cristo], aquele cuja beleza admiram incessantemente todas as abençoadas hostes do céu, cujo afeto apaixona, cuja contemplação restaura, cuja bondade sacia, cuja suavidade preenche, cuja memória resplandece suavemente, a cujo cheiro os mortos voltam à vida e a cuja visão gloriosa tornará abençoados todos os cidadãos da Jerusalém celeste. E porque ele é o esplendor da glória, candor da luz eterna e espelho sem mancha, olha todo dia para este espelho, ó rainha esposa de Jesus Cristo, e nele escruta continuamente o teu rosto, para que tu possas assim adornar-te toda no interior e no exterior [...] Neste espelho refulgem a abençoada pobreza, a santa humildade e a inefável caridade" (Lettera quarta: FF, 2901-2903).

Gratos a Deus que nos dá os Santos que falam ao nosso coração e nos oferecem um exemplo de vida cristã a imitar, desejo concluir com as mesmas palavras de bênção que Clara compôs para as suas irmãos e que ainda hoje as Clarissas, que desempenham um precioso papel na Igreja com suas orações e seu trabalho, mantêm com grande devoção. São expressões das quais emerge toda a ternura da maternidade espiritual: "Abençoo-vos na minha vida e depois da minha morte, como posso e mais do que posso, com todas as bênçãos com as quais o Pai das misericórdias abençoou e abençoará no céu e na terra os filhos e filhas, e com as quais um pai e uma mãe espiritual abençoa e abençoará seus filhos e suas filhas espirituais. Amém" (FF, 2856).