segunda-feira, 9 de julho de 2012

A Conversão de Santa Clara de Assis é atrativa para os jovens, diz Bento XVI



A conversão de Santa Clara de Assis, que ocorreu num Domingo de Ramos, é "uma conversão ao amor". Quem o diz é o Papa Bento XVI


O Papa Bento XVI diz-nos que a conversão de Santa Clara de Assis, que ocorreu num Domingo de Ramos, é "uma conversão ao amor" e faz a sua história falar "à nossa geração também "e tem" uma grande atração, especialmente entre os jovens. "
"Como não chamar a atenção dos jovens de hoje sobre Francisco e Clara? O tempo que nos separa da história de ambos não diminuiu o seu fascínio. Em vez disso, podemos ver a sua relevância quando comparada com as ilusões e desilusões com a condição dos jovens de hoje", disse Bento XVI numa carta ao Arcebispo Domenico Sorrentino, da Diocese de Tadino Umbra-Gualdo Assis-Nocera na Itália, para marcar o oitavo centenário da conversão de Santa Clara.
O Papa recordou que Santa Clara, depois de assistir por conselho de São Francisco, à Missa de domingo de Ramos com suas melhores roupas e receber do bispo uma palma, fugiu durante a noite da sua casa para a Porciúncula, onde renunciou ao mundo e foi coberta com um véu preto e umas sandálias toscas, que seriam o primeiro hábito das Clarissas.
Na sua carta, Bento XVI explicou que São Francisco sabia muito bem qual a razão para sugerir que Clara fugisse no início da Semana Santa.
"Toda a vida cristã e também a vida de consagração especial, são fruto do Mistério Pascal e participação na Morte e Ressurreição de Cristo."
Na liturgia do Domingo de Ramos, Bento XVI explica: "a dor e a alegria entrelaçam-se, como um tema a ser desenvolvido nos dias subsequentes com a escuridão da Paixão, à luz da Páscoa. Clara, com a sua decisão, revive este mistério ", disse ele.
Depois de abandonar as riquezas, Clara dia "após dia, no pequeno espaço do mosteiro de São Damião, na escola de Jesus Eucaristia (....) desenvolverá as características de uma fraternidade regida pelo amor de Deus e pela oração, a atenção e o serviço."
"Neste contexto de profunda fé e grande humanidade, Clara faz-se intérprete do ideal franciscano, implorando o" privilégio "da pobreza, ou seja, a renúncia à propriedade, mesmo que fossem apenas comunitários."
Uma escolha, disse o Papa, "que deixou muito perplexo até mesmo o Sumo Pontífice, que finalmente se rendeu ao heroísmo de sua santidade."
Nesse sentido, advertiu que nunca como hoje, o mundo faz os jovens sonharem com milhares de atrações de uma vida onde tudo parece possível e legal. E, no entanto, quanta insatisfação há!, Quantas vezes a busca da felicidade, da realização conduz, ao final, a tomar caminhos que levam a paraísos artificiais, como drogas e sensualidade desenfreada!"
"Além disso, a situação atual, em que é difícil encontrar um emprego decente e formar uma família unida e feliz, torna ainda mais nebuloso o horizonte."
No entanto, não faltam jovens que continuam acolhendo "o convite para confiar em Cristo e enfrentar com coragem, responsabilidade e esperança o caminho da vida, optando por deixar tudo para entrar ao seu serviço e ao dos irmãos."

"A história de Clara e Francisco é um convite para refletir sobre o significado da existência e a buscar em Deus o segredo da verdadeira alegria. É uma prova concreta de que aqueles que fazem a vontade do Senhor e confiam n'Ele, não só não perdem nada, mas encontram o verdadeiro tesouro capaz de dar sentido a tudo ".

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Encerramento do Ano Pastoral dos Jovens Shemá e...
Orientações para o Ano Pastoral 2012/2013

Queridos Jovens Shemá':

Vós sois um grande motor dentro da Igreja Diocesana e Nacional e com um grande entusiasmo...
Colocai sempre o "turbo" nesse motor e quando ele estiver a avariar, ide à oficina de Jesus Cristo que Ele arranja tudo...

Eis algumas orientações para o próximo Ano Pastoral:

  • Alegria da Vocação:
Convido-vos a viverem sempre esta alegria da Vocação a que fostes chamados de serdes Jovens Shemá'. Ser Jovem Shemá' é uma Vocação. Senti essa Vocação e procurai contagiar todos os que se cruzam nos vossos caminhos com esta Vocação que é linda.
  • Paixão pela Missão:
Senti paixão pela Missão. Senti-vos entusiasmados pela Missão que tendes ao serdes Jovens Shemá'.
Meditai na vossa Missão.
  • Competência e Criatividade:
Sois Jovens Shemá' e chegaram até aqui porque tendes competências para tal. É-nos reconhecida na Igreja e em todo o lado por onde vamos a competência de sermos Jovens Shemá'.
Vós sois extremamente criativos. Nesta Vocação nunca deixemos de ser criativos. É a criatividade que tem sempre identificado os Jovens Shemá'. Ser criativo é uma nova forma de ser competente.
  • Ser Jovem Shemá' sem fronteiras de tempos e lugares:
Nós não podemos estar limitados, como Jovens Shemá', só aos tempos das nossas reuniões, destes encontros (por ocasião do fim-de-semana Shemá' em Vila Nova de Mil Fontes) ou das Adorações. Os Jovens Shemá' não têm fronteiras. Todos os dias ao nos levantarmos temos de dar graças por sermos Jovens Shemá' e mostrá-lo com gestos concretos a toda a gente.
Partir de manhã com alegria para o trabalho e sair à noite com gratidão. Atenção que não deixamos de ser Jovens Shemá' quando terminamos as reuniões, Adorações, etc.
  • Ser Jovem Shema´' é ser coerente:
Ser coerente no testemunho da vida pessoal e familiar. A forma de ser família também evangeliza.
  • Ajudar a todos os que se cruzam no nosso caminho entre o saber e o crer:
Entre a razão e a fé. A Igreja celebra no próximo Ano Pastoral o Ano da Fé. Vós deveis ser ponte entre a razão e a fé. Temos que aprofundar o nosso acreditar.
  • Procurai viver uma grande sintonia e entusiasmo pela comunidade cristã:
Ter entusiasmo e actividade nas vossas Paróquias. Não faltar à Eucaristia.
Meus irmãos, se as pessoas soubessem o verdadeiro valor da Eucaristia e a presença real e forte de Jesus na Hóstia Consagrada, não deixariam as Igrejas vazias durante as Eucaristias, mas fariam fila à porta das Igrejas e estas não seriam suficientes para albergar toda a gente...
  • Novas frentes de Missão:
Amigos, no mundo de hoje, já não basta o porta-a-porta, o boca-a-boca. É urgente levar Jesus a todos. Devemos apostar nas novas tecnologias, já temos um Blog e uma Página no Facebook. Continuemos criando sites, jornais, canais, folhetins, etc.
  • Sermos capazes de renovar a alegria nos Jovens Shemá' mais antigos:
Eles têm tanto para nos ensinar...
  • Os mais velhos devem inspirar confiança nos mais novos:
Os Jovens Shemá' mais novos, às vezes, estão desmotivados, ainda não encontraram em nós Jesus Cristo. Às vezes parecem não encontrar razões para ficar... Ajudemo-los...


Desejo-vos umas santas férias, mas não tirem férias do Amiguinho Jesus, pois Ele não descansa...

Ir. José Domingos

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Fim de semana Shemá'

Nos próximos dias 29, 30 de Junho e 1 de Julho haverá mais um Fim-de-Semana Shemá' em Vila Nova de Mil Fontes.
Será mais um grande momento de convívio e, ao mesmo tempo de aprofundamento da fé dos Jovens Shemá' das várias Fraternidades com os Irmãozinhos de S. Francisco de Assis.



quarta-feira, 13 de junho de 2012

Dom de Deus, um bem para todos!

«Doação Perpétua» em Fraternidade

Há acontecimentos cujas memórias perduram para lá de qualquer tempo. E por isso é sempre actual a lembrança do que celebrámos com imensa alegria e vivemos com intensa felicidade, do que recebemos como dom de Deus e partilhamos como um bem para todos. 

A celebração da «Doação Perpétua» do Ir. Paulo Nunes e do Ir. Ricardo Borges, na Fraternidade dos Irmãozinhos de São Francisco de Assis, é um desses raros momentos espirituais da nossa história em Igreja, na Diocese de Beja, terra abençoada do Alentejo, que merece justamente ser lembrado com profunda gratidão a Deus. 

Aqui deixamos, ao vosso olhar de fraterna amizade, algumas das imagens significativas da celebração eucarística, presidida por D. Fr. António Vitalino Fernandes Dantas, Bispo de Beja, no passado dia 29 de Abril de 2012, em Vila de Frades, e durante a qual o Ir. Paulo e o Ir. Ricardo expressaram com determinação e fortalecida vontade a sua «Doação Perpétua» a Cristo, na Sua Igreja, ao serviço do povo.




“O AMOR TEM DE SER AMADO”

No meu coração ressoa um forte grito de LOUVOR pela beleza do AMOR que o SENHOR me concedeu no dia 29 de Abril, o dia da entrega da minha VIDA para sempre. É um pouco difícil descrever os sentimentos profundos que este dia trouxe para mim, para os meus Pais, para a FAMILIA FISFA e para tantos amigos que quiseram estar presentes. Confesso que no momento em que me prostrei por terra senti o meu nada diante de DEUS, pois ainda hoje pergunto ao SENHOR porque escolheu um barro tão frágil para moldar. Depois de DOAR a VIDA nas mãos dos Irmãozinhos fundadores apeteceu-me gritar ao Mundo as MARAVILHAS do SENHOR. Pois após esta entrega total a FRATERNIDADE entregou-me um símbolo de um significado fantástico: a ALIANÇA, sinal visível de UNIDADE e de FIDELIDADE, assim como a entrega da PALAVRA, que deve fazer-se VIDA na nossa MISSÃO DE NOVA EVANGELIZAÇÃO. Permitam-me um pequeno desabafo: “a Doação perpétua não veio alterar nada na minha entrega SEM LIMITES na FRATERNIDADE, pois desde o dia em que o SENHOR começou a escrever a “nossa” HISTORIA de AMOR, lancei-me na AVENTURA do AMADO.” “Só somos na verdade felizes quando sentimos que vivemos em fidelidade ao SIM que demos a DEUS” (da Regra fisfa). Na minha condição sou MUITO FELIZ. Na Igreja e no mundo quero continuar com todo o entusiasmo e alegria do meu coração a ser CRISTÃO e continuarei a gritar ao mundo: “O AMOR TEM QUE SER AMADO” (da regra fisfa). E assim o SENHOR continuará a escrever a “nossa” HISTÓRIA de AMOR. PAZ e BEM!
Ir. Ricardo Borges


SÓ O AMOR DÁ SENTIDO À NOSSA VIDA…

A linguagem humana tem dificuldade em exprimir a Deus os sentimentos que nascem no mais profundo de nós próprios. Penso que todas as palavras não bastam para manifestar o que vivi no dia 29 de Abril na minha «Doação Perpétua»…desde os cânticos, os arranjos florais, os amigos, tudo me falava da Sua presença Amiga. Um dos momentos mais fortes para mim foi quando li a fórmula do compromisso e disse: “Para toda a minha vida…” Nesse momento senti um “forte abraço de Jesus” e em segredo deixei cair uma pequena lágrima pelo rosto… Surgem instantes em que Deus é mesmo Tudo em nós… O que dizer mais… não sei…só sei que Deus continua e continuará a ser a minha meta, Aquele que eu quero seguir e principalmente AMAR… Agradeço a Deus por fazer esta história comigo, agradeço à minha família por me ter dado a vida e agradeço a cada um de vós por fazerem parte desta história de AMOR que Deus faz comigo. Peço que rezem por mim, para que eu seja fiel à minha vocação e principalmente seja uma pequena luz neste Alentejo…
Sempre Amigo
Ir. Paulo Nunes

Santo António de Lisboa...
Franciscano

Santo António era português, nasceu em Lisboa a 15 de Agosto de 1195 e o seu nome de batismo era Fernando de Bulhões. Filho de Maria Teresa de Taveiro e Martinho de Bulhões conheceu a Fé Cristã na casa rica e nobre, em que morava. Fernando estudou na Escola dos Cónegos da Catedral de Lisboa, onde teve uma profunda educação religiosa. Aos 15 anos decidiu ser padre e depois dessa decisão, teve 10 anos de estudos. Em Coimbra estudou teologia, foi ordenado Sacerdote (Congregação dos Agostinianos) e especializou-se, mais tarde, nas Sagradas Escrituras, de que tanto gostava.
Um certo dia o então Padre Fernando vê bater à porta do seu convento cinco frades franciscanos que se estavam a preparar na oração e na penitência para uma acção missionária em Marrocos. Durante esse tempo, manteve com eles uma relação de amizade e admiração. Quando os frades resolveram viajar para a África, despediram-se do Padre Fernando alegres e partiram com os pés descalços, que retratavam a vida pobre e singela, alegre e cheia de simplicidade e fé que levavam. Fernando de Bulhões viu então o quanto a sua vida era diferente daquela. Mediocridade, comodismo e distância dos problemas do povo cristão e não cristãos foram os principais problemas percebidos por ele.
Em 1220, recebeu a notícia de que os cinco missionários franciscanos que tinham ido a África, estavam de regresso... mortos! Após cruéis sofrimentos, tinham sido assassinados por pregarem o Evangelho em terras da África. Ao ver o exemplo dos cinco missionários, decidiu então tornar-se frei. Vestiu o hábito franciscano, deixou o nome de Fernando e adoptou o de António.
Após uma frustada tentativa de viajar a Marrocos, em companhia do Frei Filipino, foi forçado a aportar na Sicília, em 1221. Pensa-se que no mesmo ano, encontrou São Francisco em Assis, no famoso Capítulo das Esteiras.
Santo António morreu em 13 de junho de 1231, em Pádua, aos 36 anos de idade e com uma vida de intensa pregação da Palavra de Deus por toda a Itália. Foi sepultado na igrejinha do Convento de Santa Maria de Torricelle. Um mês depois, os habitantes de Pádua pediram ao Papa Gregório IX que elevasse António às honras do altar. Reconhecidas a doutrina e a Santidade de António, foi canonizado antes de completar-se 1 ano de sua morte (11 meses). Em 16 de janeiro de 1946, o Papa Pio XII proclama Santo António, Doutor da Igreja, com o título de Doutor Evangélico.