segunda-feira, 30 de abril de 2012

Fraternidade dos Irmãozinhos de S. Francisco de Assis

A alegria de celebrar o dom de Deus à Fraternidade


Em breve, daremos aqui notícia sobre a Celebração da Eucaristia na qual se comprometeram viver em «Doação Perpétua» a Jesus Cristo, na Fraternidade dos Irmãozinhos de S. Francisco de Assis, os Ir. Paulo Nunes e Ir. Ricardo Borges, no passado domingo, dia 29 de Abril de 2012, em Vila de Frades.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Fraternidade dos Irmãozinhos de S. Francisco de Assis

A alegria de celebrar o dom de Deus à Fraternidade


«E, depois que o Senhor me deu o cuidado dos irmãos,
ninguém me ensinava o que devia fazer;
mas o mesmo Altíssimo me revelou que devia viver
segundo a forma do santo Evangelho.»

S. Francisco de Assis, Testamento


Quais são os caminhos pelos quais um homem pode descobrir que Deus o chama a uma missão determinada e a sentir-se suficientemente seguro de que pode arriscar a sua vida em tal compromisso? Antes de tudo há que superar essa ideia extravagante de compreender a “violência” do chamamento de Deus como algo irresistível, no sentido que é irresistível à pedra a queda no chão ou ao animal saciar o seu instinto.
O chamamento de Deus acontece no interior da nossa própria liberdade, isto é, um chamamento apresentado por Deus ao mesmo tempo que sentimos a capacidade para aceitá-lo ou recusá-lo. Ao mesmo tempo que percebemos o aliciante ou o convite que determinadas situações suscitam em nós. Ao mesmo tempo que à nossa volta outros homens e outras mulheres nos convidam a metermo-nos por esse caminho.
A resposta que o homem dá a Deus assomando do mais íntimo da sua pessoa, não fica enclausurada nos limites da sua consciência individual, mas sim traduz-se no quotidiano partilhado com os outros, ao configurar o agir, o viver e o morrer com um determinado sentido, orientando-o para determinados objectivos.
Assim nos aparecem o Irmão Paulo Nunes e o Irmão Ricardo Borges, homens livres que, por atractivo e gosto pessoal que sentem em conformar as suas vidas com Cristo, querem entregar-se definitivamente ao Senhor, na Fraternidade dos Irmãozinhos de São Francisco de Assis, com o objectivo de viver as exigências do Evangelho, a tal ponto que sejam também atractivas, compreensíveis e realizáveis para os outros. Para isso, certamente, hão-de esforçar-se diariamente por ser testemunhas credíveis da verdade de Cristo como a salvação que é mais forte que todas as nossas debilidades e mais luminosa que toda a nossa escuridão.
Com razão, a Fraternidade dos Irmãozinhos de S. Francisco de Assis estará em festa, celebrando jubilosamente a Doação Perpétua destes dois irmãos, durante a Eucaristia presidida pelo Senhor Bispo de Beja, D. António Vitalino Fernandes Dantas, que se realizará...
...na Igreja Matriz de S. Cucufate,
   em Vila de Frades,
   no dia 29 de Abril deste ano de 2012,
   às 11:00 horas.
De seguida, haverá almoço partilhado no Pavilhão Multiusos da Junta de Freguesia.

Fraternidade dos Irmãozinhos de S. Francisco de Assis

TESTEMUNHO PESSOAL

BUSQUEI O AMOR DA MINHA ALMA,
BUSQUEI-O SEM O ENCONTRAR.
ENCONTREI O AMOR DA MINHA VIDA,
ABRACEI-O E NÃO O DEIXAREI JAMAIS.
Chamo-me Paulo Nunes, tenho trinta e seis anos e uma história de Amor linda para vos contar, a história de Deus comigo! Sim, Deus tem sempre uma história de Amor para escrever na vida de cada um de nós. 
Nasci numa pequena aldeia do Alentejo com o nome de Alvalade-Sado no seio de uma família crente, mas não praticante. No entanto, educaram-me nos valores cristãos tais como na amizade, humildade, amor ao próximo…  
Considero que Deus me chamou de muitas maneiras e com várias vozes durante a minha história de vida de trinta e seis anos. Serviu-se de situações, acontecimentos, encontros, pessoas, livros, filmes, experiências…  
Este chamamento misterioso, sussurrante e inefável, foi «ESCUTADO» de forma mais intensa nos princípios dos anos noventa. Vivendo uma conversão gradual, na minha vida humana, espiritual e na oração e ao refletir sobre a minha vida e o meu modo de ser, comecei a perceber que o Senhor estava a indicar-me um caminho novo para a minha vida que mais tarde me levaria até Ele de uma forma mais intensa e num amor radical. 
Recordo aqui o meu primeiro retiro da EQUIPA VOC em que todos os jovens foram ver o filme “Irmão Sol, Irmã Lua” e em que fiquei enamorado pela vida religiosa mais concretamente a vida franciscana. Relembro também que na Capela das Irmãs Oblatas dei o meu SIM e de joelhos emocionado encontrei uma grande PAZ interior… ainda hoje tenho na minha mente e no meu coração as palavras que eu lhe pronunciei: “Entrego-te a minha vida e de olhos fechados aceito que me conduzas para onde Tu quiseres…”  
Jamais pensava numa carreira ou profissão pois tinha cerca de dezasseis anos e terminaaá o ensino secundário. Nunca tive ambições materiais ou de poder. Procurava “algo” na vida que fosse mais além e diferente do mundo em que vivia, ou seja não procurava “algo” mas sim “ALGUÉM” que estivesse “MAIS ALÉM”, e este “ALGUÉM”, procurava-me também.  
Queria que esta busca fosse mais além, fosse no infinito e para o infinito, que não tivesse medo da diferença, de escolhe-Lo e de segui-Lo. Foi Jesus que criou o vazio que existia em mim, mas também era Ele que o poderia preencher. Só Deus poderia satisfazer os desejos mais profundos do meu coração, a inquietude que só Ele poderia serenar, como dizia Santo Agostinho: “Fizeste-nos para vós, Senhor, e o nosso coração anda inquieto, enquanto não descansar em Vós…”  
O desejo de partilhar a minha experiência de Deus foi forte, o que no princípio fez-me sofrer um pouco porque aqueles que eu considerava amigos abandonaram-me tal como os Apóstolos abandonaram Jesus no Jardim das Oliveiras. Mas como Ele é mais forte do que tudo o que existe na face da terra, também me colocou muitas pessoas que me ajudaram nos momentos mais difíceis, das quais saliento a Maria João Palma, a Xana e tantos outros que no anonimato através da oração ou presença silenciosa me ajudaram a dizer o meu SIM todos os dias…  
Os Irmãozinhos apareceram na minha vida como um mistério! Um mistério que me seduziu e me levou a entrar neste Jardim de Deus. Só sei que os Irmãozinhos de S. Francisco de Assis, no seu modo de viver em simplicidade cativante, na pobreza que liberta e no sorriso que me revelava o rosto mais carinhoso de Deus, tiveram uma grande influência na minha decisão de os escolher.  
Porquê os Irmãozinhos de S. Francisco de Assis? O que mais me despertou desde sempre na Vida Religiosa foi a dimensão contemplativa, mas eu também queria anunciar a Boa Nova partilhando os frutos da minha intimidade com Deus. A Fraternidade dos Irmãozinhos de S. Francisco de Assis tem os dois lados da moeda, e assim arrisquei a dar a minha vida nesta «louca» história que Deus tem feito comigo ao longo destes dezanove anos em que estou com os Irmãozinhos.  
Depois deste “longo” tempo de enamoramento com Deus e na aventura que tenho vivido com os meus Irmãos, sobretudo a graça de viver com os Fundadores da Fraternidade dos Irmáozinhos de S. Francisco, chegou a hora de dar o meu SIM para “toda a vida…”; só a Deus pertence o futuro e assim coloco-me nas Suas mãos para que Ele próprio seja o oleiro que aos poucos me vai moldando.  
Durante estes anos tenho vivido entusiasmado ao pensar que posso ser um Irmão próximo daqueles que mais necessitam, saber que há um Pai que me (nos) ama e livremente poder gritar ao mundo “O AMOR TEM QUE SER AMADO”. Com o coração repleto de alegria e com a alma inteiramente de Jesus digo a todos aqueles que me rodeiam, amigos e conhecidos, de perto e de longe: BUSQUEI O AMOR DA MINHA ALMA, BUSQUEI-O SEM O ENCONTRAR. ENCONTREI O AMOR DA MINHA VIDA, ABRACEI-O E NÃO O DEIXAREI JAMAIS.  
Assim no próximo dia 29 de Abril na Igreja de Vila de Frades, pelas 11:00 horas farei a minha Doação Perpétua e conto com a vossa oração para que seja sempre fiel a Jesus Cristo, e no mundo um Irmão para todos.  
Sempre Amigo, Ir. Paulo Nunes.

Fraternidade dos Irmãozinhos de S. Francisco de Assis

TESTEMUNHO PESSOAL

“O Espírito do Senhor Está sobre mim...” (Jo 4, 18)  
A HISTÓRIA DE DEUS comigo começou há muito tempo. «antes da fundação do Mundo» Deus me escolheu. (Ef 1,4). A minha vida com Ele começou no dia em que os meus Pais me levaram à fonte do Batismo para me tornar Cristão. A NOSSA HISTÓRIA de vida começa sempre antes de existirmos. Propriamente dito, tudo começa no Coração de Deus, mesmo que nós não saibamos disso!  
Nasci na cidade do Porto há trinta e quatro anos, num lugar junto ao rio Douro. Lembro-me de ter tido uma infância feliz. Brinquei muito com os meus amigos, fiz muitas traquinices e fiz algumas partidas aos meus familiares, próprias de uma criança feliz. Tenho um irmão e sou o mais novo, venho de uma família com raízes católicas, mas não praticante. No entanto, educaram-me nos valores cristãos da VERDADE, da HUMILDADE, da BONDADE e da GRATUIDADE e transmitiram-me a FÉ ao seu jeito.  
Hoje, à medida que o tempo passa, compreendo melhor a graça que é a Família que Deus me deu. Foi dela que recebi muito do que me tornei, sobretudo dos meus pais. Foram eles que, com paciência – muita paciência, me ajudaram a crescer, a pouco e pouco.  
Bem cedo comecei a travar amizade com JESUS, na catequese e nas várias atividades da comunidade cristã da Paróquia de Nossa Senhora da Ajuda, na qual senti um forte apelo em seguir o MESTRE, ou seja uma vontade de me tornar cada dia mais CRISTÃO.  
Na família não podia revelar esta força interior, desde então o meu AMIGO ESPECIAL (Jesus), começou a construir uma linda HISTORIA de AMOR.  
Ainda adolescente tive a sorte de conhecer um jovem muito alegre e radical. Através do seu testemunho de vida esse jovem fez-me um desafio muito forte para seguir JESUS ao seu jeito. Até então não sabia como segui-Lo, em que lugar, de que maneira fazê-lo. Tentei conhecer um pouco mais da sua FORMA de VIDA, pois este Jovem que me convidava a esta loucura de amor, é FRANCISCO de ASSIS.  
Olhando para trás, sou capaz de ver, com clareza, as pessoas, as palavras, as circunstancias, as atitudes, os gestos com que a bondade e misericórdia de DEUS me iam preparando para o convite, mas confesso que até encontrar a resposta, (tão esperada) tudo era nebuloso, confuso, perturbador.  
Depois da busca constante e desenfreada, alguém me levou a participar num encontro de Oração no Santuário de Fátima. Ainda hoje parece que sinto o momento em que no encontro MARIA me segredou: “FAZ TUDO O QUE ELE TE DISSER”. A certa altura no encontro fomos convidados a entregar as nossas vidas diante de um pedaço de Pão (Adoração do Santíssimo Sacramento) que o meu AMIGO decidiu colocar ao meu dispor para marcar a minha pobre VIDA. Este encontro transformou-me para sempre. Nesse mesmo lugar do encontro estava um jovem Irmão, este jovem frade pareceu-me tão diferente de todos os outros com quem já me tinha cruzado noutros lugares, parece-me que Jesus me empurrou para conversar com ele e para o questionar acerca da sua FORMA de VIDA, esse irmãozinho fez-me um convite a participar num Retiro bem longe do lugar onde decorria a minha história. Parti em direcção ao Alentejo, e contemplei um povo acolhedor e uma vasta planície verdejante em que parecia que a terra tocava o céu. Tudo bem diferente da realidade em que eu vivia.  
Lembro-me com saudade o dia, a hora, o lugar e as circunstancias em que começou o Retiro VOC, na casa de Santa Maria, das irmãs Oblatas do Divino Coração. Numa oração da tarde novamente diante de JESUS presente na EUCARISTIA soou no meu coração o convite: “VEM e SEGUE-ME” (Mt 19, 21).  
Ao longo dos dias, o silêncio, as palavras, observar os outros, o canto (sim, pois gosto muito de cantar) e de certeza a Oração de uns certos Irmãozinhos (aquele...aquele...), a sua ESTRANHA FORMA DE VIDA, a pobreza, a alegria no anúncio da BOA-NOVA foram fazendo com que as minhas certezas se tornassem numa fortaleza imbatível. PROVEI e GOSTEI. No meu coração dirigi esta oração a JESUS: «Olha Senhor, estou feliz por estar aqui e de os ter conhecido».  
A porta da cidade estava escancarada, agora, e Deus entrou com poder e mudou tudo, do dia para a noite: no regresso para casa a felicidade inundava-me a alma e o estar ali junto daqueles Irmãozinhos era o melhor do mundo: que bom seria que não acabasse! Mas o futuro e o presente angustiavam-me: «Como fazer? Como dizer?» Tudo ELE resolveu, tanto em casa, como na Escola, como na minha alma, e serenamente...  
Já lá vão dezassete anos, desde a minha entrega ao AMOR, pois ao AMOR de Cristo só se pode responder com amor, a QUEM por amor se entregou por mim. 
Ao longo destes anos o Senhor foi trabalhando o pobre barro da minha vida, o seu ESPIRITO está sobre MIM e me empurra para anunciar e testemunhar ao mundo a FÉ em CRISTO RESSUSCITADO.   
É verdadeiramente impressionante a forma com que os Irmãozinhos transformaram com muita paciência, o rumo e a história da minha vida, “como é maravilhoso estar com o irmãos”, (Sl 133) poder fazer todos os dias a experiencia palpável do AMOR de DEUS através dos IRMÃOZINHOS FUNDADORES assim como também pelos gestos, pela ternura, pelos olhares de cada irmãozinho da Fraternidade.  
Quero dizer-vos que sou muito FELIZ na Fraternidade dos Irmãozinhos de S. Francisco de Assis (FISFA)!!!  
No meu coração ressoa um forte grito de LOUVOR pela beleza da FAMILIA FISFA com a qual o SENHOR tem feito uma fantástica HISTORIA DE AMOR.  
PAZ e BEM
          Ir. Ricardo Borges

domingo, 15 de abril de 2012

II Domingo da Páscoa - Festa da Divina Misericórdia


A Festa da Divina Misericórdia que ocorre no primeiro domingo depois da Páscoa, estabelecida oficialmente como festa universal pelo Papa João Paulo II.
"Por todo o mundo, o segundo Domingo da Páscoa irá receber o nome de Domingo da Divina Misericórdia, um convite perene para os cristãos do mundo enfrentarem, com confiança na divina benevolência, as dificuldades e desafios que a humanidade irá experimentar nos anos que virão" (Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Decreto de 23 de Maio de 2000).
Encontra as suas origens em Santa Maria Faustina Kowalska, que na década de 30 obteve de Jesus, revelações acerca da instituição desta festa no seio da Igreja, bem como profecias e manifestações que o próprio Cristo mandou que as escrevesse e retransmitisse à humanidade. Foi Jesus quem pediu a instituição da festa da Divina Misericórdia a Santa Faustina. Jesus refere-se a ela 14 vezes, expressando o imenso desejo do Seu Coração Misericordioso de distribuir, neste dia, as Suas graças.
"Nenhuma alma terá justificação, enquanto não se dirigir, com confiança, à Minha misericórdia. E é por isso que o primeiro domingo depois da Páscoa deve ser a Festa da Misericórdia” (Diário, 570).
"Neste dia, estão abertas as entranhas da Minha misericórdia. Derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximam da fonte da Minha misericórdia; a alma que se confessar e comungar alcançará o perdão total das culpas e castigos; nesse dia estão abertas todas as comportas Divinas, pelas quais fluem as graças;
"Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de mim, ainda que seus pecados sejam como escarlate. A minha misericórdia é tão grande que por toda a eternidade não a aprofundará nenhuma mente, nem humana, nem angélica. Tudo que existe saiu das entranhas da minha misericórdia" (Diário, 699).
"Dize à humanidade que sofre que se aproxime do meu coração misericordioso, e eu a cumularei de paz (Diário 1074)
A Irmã Faustina era polaca, natural da vila de Glogowiec, perto de Lodz, a terceira de uma prole de dez filhos. Aos vinte anos entrou para a Congregação de Nossa Senhora da Misericórdia, cujas irmãs se dedicavam à assistência de raparigas desvalidas ou em perigo de seguir o mau caminho. Em 1934, por indicação de seu director espiritual, iniciou um diário que intitulou "A divina misericórdia em minh'alma". A narração pormenorizada de profundas revelações e de experiências espirituais extraordinárias revela o modo pelo qual Jesus Cristo deseja incumbi-la de uma missão particularíssima - ou seja - a de relançar no mundo a mensagem da sua misericórdia unida a novas formas de culto quais sejam uma imagem e uma festa comemorativa.
A missão da irmã Faustina iniciou-se em 1931, quando o misericordioso Salvador lhe aparecer em característica visão: Ela vira de facto Jesus envolto numa túnica branca. Tinha a mão direita levantada no acto de abençoar, enquanto a esquerda pousava no peito, onde a túnica levemente aberta deixava sair dois grandes raios, um vermelho e outro pálido. A irmã fixou em silêncio o olhar surpreso no Senhor: a sua alma, de início espantada, sentia progressivamente exultante felicidade. Disse-lhe Jesus:
"Pinta uma imagem de acordo com o modelo que vês com a inscrição embaixo: Jesus, eu confio em Vós! Desejo que esta imagem seja venerada primeiro na vossa capela e depois no mundo inteiro.
"Prometo que a alma que venerar esta imagem não perecerá. Prometo também a vitória sobre os inimigos já nesta terra mas especialmente na hora da morte. Eu mesmo a defenderei com a minha própria glória."
"Ofereço aos homens um recipiente com o qual deverá vir buscar graças na fonte da misericórdia. O recipiente é esta própria imagem com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós!"
A pedido de seu director espiritual, irmã Faustina perguntou ao Senhor qual era o significado dos dois raios que tanto se destacavam na imagem:
"Os dois raios representam o sangue e a água. O raio pálido representa a água que justifica as almas, o vermelho representa o sangue, vida das almas. Ambos os raios saíram das entranhas da minha misericórdia quando na cruz, o meu coração agonizante na morte foi aberto com a lança".
"Estes raios defendem as almas da ira do meu Pai. Feliz aquele que viver sob a protecção deles, porque não será atingido pelo braço da justiça de Deus."
Em outras ocasiões, Jesus voltou a falar sobre a imagem:
"O meu olhar naquela imagem é igual ao meu olhar na Cruz"
"Mediante esta imagem concederei muitas graças às almas; ela deve recorrer às exigências da minha misericórdia, pois que a fé, mesmo se fortíssima, nada adiantará sem as obras".
"Não na beleza da cor, nem na habilidade do artista, mas na minha graça está o valor desta imagem"