terça-feira, 24 de abril de 2012

Fraternidade dos Irmãozinhos de S. Francisco de Assis

TESTEMUNHO PESSOAL

“O Espírito do Senhor Está sobre mim...” (Jo 4, 18)  
A HISTÓRIA DE DEUS comigo começou há muito tempo. «antes da fundação do Mundo» Deus me escolheu. (Ef 1,4). A minha vida com Ele começou no dia em que os meus Pais me levaram à fonte do Batismo para me tornar Cristão. A NOSSA HISTÓRIA de vida começa sempre antes de existirmos. Propriamente dito, tudo começa no Coração de Deus, mesmo que nós não saibamos disso!  
Nasci na cidade do Porto há trinta e quatro anos, num lugar junto ao rio Douro. Lembro-me de ter tido uma infância feliz. Brinquei muito com os meus amigos, fiz muitas traquinices e fiz algumas partidas aos meus familiares, próprias de uma criança feliz. Tenho um irmão e sou o mais novo, venho de uma família com raízes católicas, mas não praticante. No entanto, educaram-me nos valores cristãos da VERDADE, da HUMILDADE, da BONDADE e da GRATUIDADE e transmitiram-me a FÉ ao seu jeito.  
Hoje, à medida que o tempo passa, compreendo melhor a graça que é a Família que Deus me deu. Foi dela que recebi muito do que me tornei, sobretudo dos meus pais. Foram eles que, com paciência – muita paciência, me ajudaram a crescer, a pouco e pouco.  
Bem cedo comecei a travar amizade com JESUS, na catequese e nas várias atividades da comunidade cristã da Paróquia de Nossa Senhora da Ajuda, na qual senti um forte apelo em seguir o MESTRE, ou seja uma vontade de me tornar cada dia mais CRISTÃO.  
Na família não podia revelar esta força interior, desde então o meu AMIGO ESPECIAL (Jesus), começou a construir uma linda HISTORIA de AMOR.  
Ainda adolescente tive a sorte de conhecer um jovem muito alegre e radical. Através do seu testemunho de vida esse jovem fez-me um desafio muito forte para seguir JESUS ao seu jeito. Até então não sabia como segui-Lo, em que lugar, de que maneira fazê-lo. Tentei conhecer um pouco mais da sua FORMA de VIDA, pois este Jovem que me convidava a esta loucura de amor, é FRANCISCO de ASSIS.  
Olhando para trás, sou capaz de ver, com clareza, as pessoas, as palavras, as circunstancias, as atitudes, os gestos com que a bondade e misericórdia de DEUS me iam preparando para o convite, mas confesso que até encontrar a resposta, (tão esperada) tudo era nebuloso, confuso, perturbador.  
Depois da busca constante e desenfreada, alguém me levou a participar num encontro de Oração no Santuário de Fátima. Ainda hoje parece que sinto o momento em que no encontro MARIA me segredou: “FAZ TUDO O QUE ELE TE DISSER”. A certa altura no encontro fomos convidados a entregar as nossas vidas diante de um pedaço de Pão (Adoração do Santíssimo Sacramento) que o meu AMIGO decidiu colocar ao meu dispor para marcar a minha pobre VIDA. Este encontro transformou-me para sempre. Nesse mesmo lugar do encontro estava um jovem Irmão, este jovem frade pareceu-me tão diferente de todos os outros com quem já me tinha cruzado noutros lugares, parece-me que Jesus me empurrou para conversar com ele e para o questionar acerca da sua FORMA de VIDA, esse irmãozinho fez-me um convite a participar num Retiro bem longe do lugar onde decorria a minha história. Parti em direcção ao Alentejo, e contemplei um povo acolhedor e uma vasta planície verdejante em que parecia que a terra tocava o céu. Tudo bem diferente da realidade em que eu vivia.  
Lembro-me com saudade o dia, a hora, o lugar e as circunstancias em que começou o Retiro VOC, na casa de Santa Maria, das irmãs Oblatas do Divino Coração. Numa oração da tarde novamente diante de JESUS presente na EUCARISTIA soou no meu coração o convite: “VEM e SEGUE-ME” (Mt 19, 21).  
Ao longo dos dias, o silêncio, as palavras, observar os outros, o canto (sim, pois gosto muito de cantar) e de certeza a Oração de uns certos Irmãozinhos (aquele...aquele...), a sua ESTRANHA FORMA DE VIDA, a pobreza, a alegria no anúncio da BOA-NOVA foram fazendo com que as minhas certezas se tornassem numa fortaleza imbatível. PROVEI e GOSTEI. No meu coração dirigi esta oração a JESUS: «Olha Senhor, estou feliz por estar aqui e de os ter conhecido».  
A porta da cidade estava escancarada, agora, e Deus entrou com poder e mudou tudo, do dia para a noite: no regresso para casa a felicidade inundava-me a alma e o estar ali junto daqueles Irmãozinhos era o melhor do mundo: que bom seria que não acabasse! Mas o futuro e o presente angustiavam-me: «Como fazer? Como dizer?» Tudo ELE resolveu, tanto em casa, como na Escola, como na minha alma, e serenamente...  
Já lá vão dezassete anos, desde a minha entrega ao AMOR, pois ao AMOR de Cristo só se pode responder com amor, a QUEM por amor se entregou por mim. 
Ao longo destes anos o Senhor foi trabalhando o pobre barro da minha vida, o seu ESPIRITO está sobre MIM e me empurra para anunciar e testemunhar ao mundo a FÉ em CRISTO RESSUSCITADO.   
É verdadeiramente impressionante a forma com que os Irmãozinhos transformaram com muita paciência, o rumo e a história da minha vida, “como é maravilhoso estar com o irmãos”, (Sl 133) poder fazer todos os dias a experiencia palpável do AMOR de DEUS através dos IRMÃOZINHOS FUNDADORES assim como também pelos gestos, pela ternura, pelos olhares de cada irmãozinho da Fraternidade.  
Quero dizer-vos que sou muito FELIZ na Fraternidade dos Irmãozinhos de S. Francisco de Assis (FISFA)!!!  
No meu coração ressoa um forte grito de LOUVOR pela beleza da FAMILIA FISFA com a qual o SENHOR tem feito uma fantástica HISTORIA DE AMOR.  
PAZ e BEM
          Ir. Ricardo Borges

domingo, 15 de abril de 2012

II Domingo da Páscoa - Festa da Divina Misericórdia


A Festa da Divina Misericórdia que ocorre no primeiro domingo depois da Páscoa, estabelecida oficialmente como festa universal pelo Papa João Paulo II.
"Por todo o mundo, o segundo Domingo da Páscoa irá receber o nome de Domingo da Divina Misericórdia, um convite perene para os cristãos do mundo enfrentarem, com confiança na divina benevolência, as dificuldades e desafios que a humanidade irá experimentar nos anos que virão" (Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Decreto de 23 de Maio de 2000).
Encontra as suas origens em Santa Maria Faustina Kowalska, que na década de 30 obteve de Jesus, revelações acerca da instituição desta festa no seio da Igreja, bem como profecias e manifestações que o próprio Cristo mandou que as escrevesse e retransmitisse à humanidade. Foi Jesus quem pediu a instituição da festa da Divina Misericórdia a Santa Faustina. Jesus refere-se a ela 14 vezes, expressando o imenso desejo do Seu Coração Misericordioso de distribuir, neste dia, as Suas graças.
"Nenhuma alma terá justificação, enquanto não se dirigir, com confiança, à Minha misericórdia. E é por isso que o primeiro domingo depois da Páscoa deve ser a Festa da Misericórdia” (Diário, 570).
"Neste dia, estão abertas as entranhas da Minha misericórdia. Derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximam da fonte da Minha misericórdia; a alma que se confessar e comungar alcançará o perdão total das culpas e castigos; nesse dia estão abertas todas as comportas Divinas, pelas quais fluem as graças;
"Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de mim, ainda que seus pecados sejam como escarlate. A minha misericórdia é tão grande que por toda a eternidade não a aprofundará nenhuma mente, nem humana, nem angélica. Tudo que existe saiu das entranhas da minha misericórdia" (Diário, 699).
"Dize à humanidade que sofre que se aproxime do meu coração misericordioso, e eu a cumularei de paz (Diário 1074)
A Irmã Faustina era polaca, natural da vila de Glogowiec, perto de Lodz, a terceira de uma prole de dez filhos. Aos vinte anos entrou para a Congregação de Nossa Senhora da Misericórdia, cujas irmãs se dedicavam à assistência de raparigas desvalidas ou em perigo de seguir o mau caminho. Em 1934, por indicação de seu director espiritual, iniciou um diário que intitulou "A divina misericórdia em minh'alma". A narração pormenorizada de profundas revelações e de experiências espirituais extraordinárias revela o modo pelo qual Jesus Cristo deseja incumbi-la de uma missão particularíssima - ou seja - a de relançar no mundo a mensagem da sua misericórdia unida a novas formas de culto quais sejam uma imagem e uma festa comemorativa.
A missão da irmã Faustina iniciou-se em 1931, quando o misericordioso Salvador lhe aparecer em característica visão: Ela vira de facto Jesus envolto numa túnica branca. Tinha a mão direita levantada no acto de abençoar, enquanto a esquerda pousava no peito, onde a túnica levemente aberta deixava sair dois grandes raios, um vermelho e outro pálido. A irmã fixou em silêncio o olhar surpreso no Senhor: a sua alma, de início espantada, sentia progressivamente exultante felicidade. Disse-lhe Jesus:
"Pinta uma imagem de acordo com o modelo que vês com a inscrição embaixo: Jesus, eu confio em Vós! Desejo que esta imagem seja venerada primeiro na vossa capela e depois no mundo inteiro.
"Prometo que a alma que venerar esta imagem não perecerá. Prometo também a vitória sobre os inimigos já nesta terra mas especialmente na hora da morte. Eu mesmo a defenderei com a minha própria glória."
"Ofereço aos homens um recipiente com o qual deverá vir buscar graças na fonte da misericórdia. O recipiente é esta própria imagem com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós!"
A pedido de seu director espiritual, irmã Faustina perguntou ao Senhor qual era o significado dos dois raios que tanto se destacavam na imagem:
"Os dois raios representam o sangue e a água. O raio pálido representa a água que justifica as almas, o vermelho representa o sangue, vida das almas. Ambos os raios saíram das entranhas da minha misericórdia quando na cruz, o meu coração agonizante na morte foi aberto com a lança".
"Estes raios defendem as almas da ira do meu Pai. Feliz aquele que viver sob a protecção deles, porque não será atingido pelo braço da justiça de Deus."
Em outras ocasiões, Jesus voltou a falar sobre a imagem:
"O meu olhar naquela imagem é igual ao meu olhar na Cruz"
"Mediante esta imagem concederei muitas graças às almas; ela deve recorrer às exigências da minha misericórdia, pois que a fé, mesmo se fortíssima, nada adiantará sem as obras".
"Não na beleza da cor, nem na habilidade do artista, mas na minha graça está o valor desta imagem"

sábado, 14 de abril de 2012

«Ó homens sem inteligência e lentos de espírito (...)
Não tinha o Messias de sofrer (...) para entrar na sua glória?»


No primeiro dia da semana, ao romper da alva, as mulheres foram ao sepulcro, levando os perfumes que haviam preparado. Encontraram removida a pedra da porta do sepulcro e, entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus. Estando elas perplexas com o caso, apareceram-lhes dois homens em trajes resplandecentes. Como estivessem amedrontadas e voltassem o rosto para o chão, eles disseram-lhes: «Porque buscais o Vivente entre os mortos? Não está aqui; ressuscitou! Lembrai-vos de como vos falou, quando ainda estava na Galileia, dizendo que o Filho do Homem havia de ser entregue às mãos dos pecadores, ser crucificado e ressuscitar ao terceiro dia.»
Recordaram-se, então, das suas palavras. Voltando do sepulcro, foram contar tudo isto aos Onze e a todos os restantes. Eram elas Maria de Magdala, Joana e Maria, mãe de Tiago. Também as outras mulheres que estavam com elas diziam isto aos Apóstolos; mas as suas palavras pareceram-lhes um desvario, e eles não acreditaram nelas. Pedro, no entanto, pôs-se a caminho e correu ao sepulcro. Debruçando-se, apenas viu as ligaduras e voltou para casa, admirado com o sucedido.
Nesse mesmo dia, dois dos discípulos iam a caminho de uma aldeia chamada Emaús, que ficava a cerca de duas léguas de Jerusalém; e conversavam entre si sobre tudo o que acontecera. Enquanto conversavam e discutiam, aproximou-se deles o próprio Jesus e pôs-se com eles a caminho; os seus olhos, porém, estavam impedidos de o reconhecer.
Disse-lhes Ele: «Que palavras são essas que trocais entre vós, enquanto caminhais?» Pararam entristecidos. E um deles, chamado Cléofas, respondeu: «Tu és o único forasteiro em Jerusalém a ignorar o que lá se passou nestes dias!» Perguntou-lhes Ele: «Que foi?» Responderam-lhe: «O que se refere a Jesus de Nazaré, profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo; como os sumos sacerdotes e os nossos chefes o entregaram, para ser condenado à morte e crucificado. Nós esperávamos que fosse Ele o que viria redimir Israel, mas, com tudo isto, já lá vai o terceiro dia desde que se deram estas coisas. É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deixaram perturbados, porque foram ao sepulcro de madrugada e, não achando o seu corpo, vieram dizer que lhes apareceram uns anjos, que afirmavam que Ele vivia. Então, alguns dos nossos foram ao sepulcro e encontraram tudo como as mulheres tinham dito. Mas, a Ele, não o viram.»
Jesus disse-lhes, então: «Ó homens sem inteligência e lentos de espírito para crer em tudo quanto os profetas anunciaram! Não tinha o Messias de sofrer essas coisas para entrar na sua glória?» E, começando por Moisés e seguindo por todos os Profetas, explicou-lhes, em todas as Escrituras, tudo o que lhe dizia respeito.
Ao chegarem perto da aldeia para onde iam, fez menção de seguir para diante. Os outros, porém, insistiam com Ele, dizendo: «Fica connosco, pois a noite vai caindo e o dia já está no ocaso.» Entrou para ficar com eles. E, quando se pôs à mesa, tomou o pão, pronunciou a bênção e, depois de o partir, entregou-lho. Então, os seus olhos abriram-se e reconheceram-no; mas Ele desapareceu da sua presença. Disseram, então, um ao outro: «Não nos ardia o coração, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?»
Levantando-se, voltaram imediatamente para Jerusalém e encontraram reunidos os Onze e os seus companheiros, que lhes disseram: «Realmente o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!» E eles contaram o que lhes tinha acontecido pelo caminho e como Jesus se lhes dera a conhecer, ao partir o pão.
Enquanto isto diziam, Jesus apresentou-se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco!» Dominados pelo espanto e cheios de temor, julgavam ver um espírito.
Disse-lhes, então: «Porque estais perturbados e porque surgem tais dúvidas nos vossos corações? Vede as minhas mãos e os meus pés: sou Eu mesmo. Tocai-me e olhai que um espírito não tem carne nem ossos, como verificais que Eu tenho.»
Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. 
Lc24, 1-40


Senhor,
Acompanhas este nosso caminho que é de Emaús e que é da vida. Lado a lado. Companheiro de jornada, irmão. Mesmo quando estamos desencantados, mesmo quando nos parece que o sonho morreu, mesmo quando nos sentimos sós.
Acompanhas-nos, Senhor. Temos a certeza que se Te convidarmos a entrar na nossa casa que é o nosso coração, mostras-nos o Teu Amor, dás-Te a comungar, Pão e Vinho, Vida e Divindade. Porque Tu és Senhor dos nossos caminhos e da nossa Vida.
Vem connosco, Senhor. Fica connosco. Precisamos de Ti e dos Teus passos junto dos nossos.
Juntos, a estrada será mais fácil.
Amen.
 

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Para reflectir um pouco... O fundo da piscina

Um excelente nadador tinha o costume de correr até a água e de molhar somente o dedão do pé antes de qualquer mergulho. Alguém intrigado com aquele comportamento, perguntou-lhe qual a razão daquele hábito.

O nadador sorriu e respondeu: 
- Há alguns anos eu era um professor de natação. Eu ensinava os meus alunos a nadar e a saltar do trampolim. Certa noite, eu não conseguia dormir, e fui até a piscina para nadar um pouco.
Não acendi a luz, pois a lua brilhava através do tecto de vidro do clube. Quando eu estava no trampolim, vi a minha sombra na parede da frente. Com os braços abertos, a minha imagem formava uma magnífica cruz.
Em vez de saltar, fiquei ali parado, contemplando a minha imagem.
Nesse momento pensei na cruz de Jesus Cristo e no seu significado. Eu não era um cristão, mas quando era criança aprendi que Jesus tinha morrido na cruz para nos salvar pelo Seu precioso sangue.

Naquele momento as palavras daquele ensinamento vieram-me à mente e fizeram-me recordar do que eu havia aprendido sobre a morte de Jesus.
Não sei quanto tempo fiquei ali parado com os braços estendidos.
Finalmente desci do trampolim e fui até a escada para mergulhar na água.
Desci a escada e os meus pés tocaram o piso duro e liso do fundo da piscina.

Haviam esvaziado a piscina e eu não tinha percebido. Tremi todo, e senti um calafrio na espinha. Se eu tivesse saltado seria meu último salto. Naquela noite a imagem da cruz na parede salvou a minha vida.

Fiquei tão agradecido a Deus, que me ajoelhei na beira da piscina, confessei os meus pecados e me
entreguei a Ele, consciente de que foi exactamente numa cruz que Jesus morreu para me salvar.

Naquela noite fui salvo duas vezes e, para nunca mais me esquecer, sempre que vou até piscina molho o dedão do pé antes. Deus tem um plano na vida de cada um de nós e não adianta querermos apressar, ou retardar as coisas, pois, tudo acontecerá no seu devido tempo e esse tempo é o tempo Dele e não o nosso...

"Porque DEUS amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigénito, para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Jo3, 16

domingo, 8 de abril de 2012

Quem procurais? Não está aqui... Ressuscitou


No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo logo de manhã, ainda escuro, e viu retirada a pedra que o tapava. Correndo foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo, o que Jesus amava, e disse-lhes: «O Senhor foi levado do túmulo e não sabemos onde o puseram.»
Pedro saíu com o outro discípulo e foram ao túmulo. Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo correu mais que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. Inclinou-se para observare reparou que os panos de linho estavam espalmados no chão, mas não entrou.
Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguia. Entrou no túmulo e ficou admirado ao ver os panos de linho espalmados no chão, ao passo que o lenço que tivera em volta da cabeça não estava espalmado no chão juntamente com os panos de linho, mas de outro modo, enrolado noutra posição. Entrou, também o outro discípulo, o que tinha chegado primeiro ao túmulo. Viu e começou a crer, pois ainda não tinha entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar do mortos. A seguir os discípulos regressaram a casa.
Maria Madalena estava junto ao túmulo, da parte de fora, a chorar. Sem parar de chorar, debruçou-se para junto do túmulo, e contemplou dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha estado o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés.
Perguntaram-lhe: «Mulher, porque choras?» E ela respondeu: «Porque levaram o meu Senhor e não sei onde o puseram.»
Dito isto, voltou-se para trás e viu Jesus, de pé, mas não sedava conta que era Ele. E Jesus disse-lhe: «Mulher, porque choras? Quem procuras?» Ela, pensando que era o encarregado do horto, disse-lhe: «Senhor, se foste tu que o tiraste, diz-me onde o puseste, que eu vou buscá-lo.» Disse-lhe Jesus: «Maria!» Ela aproximou-se, exclamou em hebraico: «Rabbuni!» - que quer dizer: «Mestre!» Jesus disse-lhe: «Não me detenhas, pois ainda não subi para meu Pai; mas vai ter com os meus irmãos e diz-lhes: 'Subo para meu Pai, que é vosso Pai, para meu Deus, que é vosso Deus.'»
Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos: «Vi o Senhor!» E contou-lhes o que Ele tinha dito.

Jo20, 1-18
Jesus Ressuscitou e está entre nós.
Desejamos a todos uma Santa Páscoa com as bênçãos do Ressuscitado


ELE VIVE!!!!!!