sexta-feira, 17 de junho de 2011

São Francisco de Assis, um Homem como nós - O despojamento das vestes e dos bens materiais


"Até agora chamei de pai a Pedro Bernardone. Doravante não terei outro pai, senão o Pai Celeste" S. Francisco de Assis

sexta-feira, 10 de junho de 2011

FISFA - Convento Monte da Rocha | Beja


Gostaríamos de falar convosco do projecto da “nossa casa”.

Um convento é, antes de mais, um grupo de Irmãos com uma mesma forma de vida.
Por extensão, o convento é o lugar físico onde se desenvolve essa vida fraterna
em comunidade.

Com estas palavras, referentes à nossa opção de vida,
iniciamos a apresentação do nosso projecto
através do qual desejamos realizar um Sonho de Deus em nós.

Desde o começo da nossa Fraternidade
sempre vivemos em casas alugadas ou graciosamente cedidas.
Estamos muito gratos a todas as pessoas que desse modo contribuíram
para que a nossa vocação pudesse manter o ardor da chama inicial.

Temos um terreno onde pretendemos construir uma casa para a nossa comunidade,
correspondendo ao nosso projecto vocacional e aliviando deste modo a preocupação
de muitos sobre a nossa situação precária e provisória.

Como em tudo na vida, há luzes e sombras. A luz do nosso ideal com Deus;
e a sombra dos encargos financeiros para a concretização do nosso sonho em Fraternidade.
Mas nunca nos faltou o entusiasmo e, por isso, confiamos na união de muitas vontades
que partilham deste sonho e do desejo dos Irmãozinhos.

“O sonho comanda a vida” e a vida é arriscar construir o sonho.
Cremos que um tal risco vale a pena, aceitando todas as ofertas com muita gratidão.
A todos sempre teremos no coração e na oração!

Já estão feitos os desenhos de arquitectura, gratuitamente realizados,
que correspondem ao nosso modo de vida comunitária e à actividade pastoral.
Agora ficamos entregues à benevolência, comunhão
e solidariedade de todos os irmãos e amigos.

É um Sonho edificar “no lugar da planície onde nasce a aurora”
um espaço que seja um pequeno oásis, zona ecológica onde recuperar as energias
no que há de mais íntimo em nós: o Espírito.

Queremos que a “nossa casa”, o “nosso convento”, seja um espaço de acolhimento.
Um lugar sobretudo para crescimento espiritual,
pois na rotina da vida quotidiana,
há sempre a possibilidade de sufocar ou definhar o que em nós é espiritual.

A própria construção procurará ajudar no deslumbre de quem aprecia a luz natural
e a cor numa harmonia de beleza e paz.

Queremos oferecer-vos um lugar sereno e pacífico,
que favoreça a meditação, a oração, a reconciliação:
do espírito com o corpo,
das razões com os sentimentos,
do mundo exterior com o mundo interior.
Os que crêem em Jesus Cristo bem sabem como a generosidade na partilha
nunca ficou sem gratificação do amor infinito de Deus.
E todos os que simplesmente consideram que é importante a dimensão da espiritualidade
na vida do ser humano, serão certamente, sensíveis a este projecto.
De uns e de outros esperamos, “contra toda a esperança”, o estímulo e o apoio.

Por meio da nossa ,
sentimos a presença forte do CÉU
como horizonte de ESPERANÇA
e lugar de PROMESSA.

Fraternidade dos Irmãozinhos de São Francisco de Assis
Ir. José Domingos
Ir. Domingos Bragadesto
Ir. Paulo Nunes
Ir. Ricardo Borges



(publicado por Luís)

São Francisco de Assis - encontro com o leproso, conduzido por Deus

No seu Testamento, S. Francisco de Assis afirma:

                   "(...) o que antes me parecera amargo,
                     converteu-se para mim em doçura de alma e de corpo:
                     e em seguida, passado um pouco tempo saí do mundo."


Foi com estas palavras que o Santo de Assis referiu o seu encontro com o irmão leproso. Com efeito, dar com os olhos nos leprosos era-lhe muito amargo, isto é, repugnante. Este encontro transformou de tal modo o coração de Francisco, que ele pôs-se a servi-los com misericórdia, como irmãos seus, e assim se dedicava cada vez mais a Deus, Pai de todos. 

Seremos capazes de actos semelhantes, com solidariedade fraterna, diante dos "leprosos" de hoje, os pobres, marginalizados, oprimidos...?!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

O sonho comanda a vida












Pedra filosofal

Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é Cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

António Gedeão
1906 - 1997
(publicado por Luís)

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Para rezar ao Santíssimo Sacramento


Venho, meu Deus visitar-Te.
Adoro-Te no Sacramento do Teu Amor.
Adoro-Te em todos os Sacrários do mundo.
Adoro-Te sobretudo onde estás mais abandonado e és ofendido.
Ofereço-Te todos os actos de Adoração que recebeste
desde a instituição deste Sacramento
e receberás até ao fim dos séculos.
Ofereço-Te principalmente as Adorações da Tua Santa Mãe,
dos Santos Anjos, de São João, Teu discípulo amado,
de São Francisco de Assis e Santa Clara de Assis
e das almas mais enamoradas da Eucaristia.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo...
Como era no princípio, agora e sempre, Amém
Meu Anjo da guarda,
vê e visita em meu nome todos os Sacrários do mundo.
Diz a Jesus coisas que eu não sei dizer-Lhe
e pede a Sua bênção para mim e minha família.
Amém