terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

# Votos Temporários do Ir. Luís Valente





Votos Temporários do Ir. Luís Valente
Irmãos do Alentejo

“É este o discípulo que dá testemunho destas coisas e as escreveu; e nós sabemos que o seu testemunho é verdadeiro…” (Jo. 21, 24-25)
A Fraternidade dos Irmãozinhos de S. Francisco de Assis esteve em festa, celebrando jubilosamente os Votos Temporários de Castidade, Pobreza e Obediência do irmão Luís Valente. Fazer festa é viver em alegria por alguma razão. É celebrar um acontecimento muito importante para todos aqueles que o festejam. Fazer festa é elevar-se acima da realidade, unir o passado e o presente num mesmo abraço. Foi isto que aconteceu no dia 02 de fevereiro, na Eucaristia presidida pelo Senhor Bispo de Beja, D. João Marcos, e concelebrada por vários Sacerdotes na Catedral de Beja, Diocese de Beja. Uma cerimónia de um elevado ardor e feliz alegria comunitária. Digamos: uma cerimónia franciscana.
Quem é este Jovem?
Chama-se: Luís Miguel Cardoso Valente, natural do Cartaxo, Diocese de Santarém.
É membro da Fraternidade dos Irmãozinhos de S. Francisco de Assis. Simples, dedicado, devoto, entusiasmado são as palavras que melhor o caracterizam. Foi assim que ele desceu até ao Alentejo para aqui realizar a sua vocação inspirada em S. Francisco irmão do sol e de toda a natureza. O Alentejo com as infinitas belezas e as imensas possibilidades de criação. Lugar de força e beleza, esteio de segurança e terra de Missão.
Ele sente o apelo a força e a riqueza da vida em comunidade. Como Francisco de Assis, não resiste ao encanto de Jesus de Nazaré, e deixa-se desafiar por este ideal abraçando-o dentro de uma Fraternidade de acordo com uma mesma forma de vida, professando os votos de CASTIDADE POBREZA E OBEDIÊNCIA. Eles são objeto da opção que se faz por esta vida e, com a sua compreensão e amadurecimento, acabam por ser fatores de libertação. A Fraternidade é lugar de oração, de meditação, de serenidade, de reencontro: do espírito com o corpo, das razões com os sentimentos, do mundo exterior com o mundo interior.
É um caminho que leva muitos anos, não há propriamente um momento, há uma sequência que vai crescendo. É a permanência do Espírito que faz em cada dia a nova criação, e renova tudo e todos.
Foi no Alentejo que o Ir. Luís encontrou a paisagem propícia à espiritualidade franciscana. À aprendizagem do espiritual. Além do sol temos o clima ameno durante a maior parte do ano, a planície ondulada como ondulados são os nossos sentimentos e razões, o verde das vinhas e o verde-oliva, a cor da palha e a terra lavrada, a linha do horizonte como um arco-íris deitado. E depois a mulher e o homem alentejanos discretos, delicados, subtis e contemplativos.
Foi neste contexto que o Ir. Luís, enraizou a sua vocação. Uma vocação de entrega e de extrema dedicação, de persistência em procurar seguir os passos de S. Francisco e, através dele, o Evangelho de Jesus.
Um bem-haja a todas as pessoas que estiveram unidos aos Irmãozinhos neste dia. 

Dody