segunda-feira, 4 de setembro de 2017

a humildade que humaniza





Espírito Santo,
ensina-nos a arte e a sabedoria para moldarmos 
um coração de Homens Novos ao Jeito de Jesus.

A humildade é o principal cinzel 
para moldar um coração de Homem Novo.
Moldado pela humildade, 
o coração torna-se acolhedor e fraterno.

O homem de coração humilde não está sempre a culpar os outros 
das suas insatisfações e fracassos.

É um excelente sinal de humildade 
saber aceitar as próprias limitações 
e procurar realizar-se com os talentos que tem.

Ser humilde é ser verdadeiro em relação a si e aos outros.

É também reconhecer que uma pessoa, para se realizar, 
precisa dos outros, pois a plenitude da pessoa não está em si
mas na reciprocidade da comunhão.

Não é possível moldar um coração 
se a pessoa não aprender a escutar o irmão 
e aceitá-lo assim como ele é.

As pessoas demasiado enredadas em si, 
apenas conseguem escutar-se a si próprias. 
É por esta razão que não conseguem 
sintonizar e comungar com os outros.

A pessoa humilde reconhece o seu pecado 
e sabe que só o amor é capaz de curar as feridas do pecado.

A pessoa que deseja moldar um coração de Homem Novo 
está atenta, 
a fim de não estar sempre a julgar os outros.

A pessoa que está sempre a criticar os outros 
está muitas vezes a projectar os próprios defeitos na pessoa dos irmãos.

Jesus disse que o coração é a fonte 
da qual emergem as boas e as más decisões: 
“É do coração que procedem as más intenções” (Mt 15, 19).

A pessoa que procura viver as relações com os irmãos 
de modo amável e sereno, 
está a aceitar a bênção prometida aos mansos.

Jesus Cristo ensinou que a bênção dos mansos 
consiste em serem possuidores da terra, 
isto é, encontram paz e serenidade em todo o lado (Mt 5, 5).

Na verdade, a amabilidade desmonta a violência e a agressividade.

Ter a gentileza de dar a primazia 
é uma atitude que não passa despercebida 
e ajuda-nos a moldar um coração atento e fraterno.

Saber reconhecer os momentos oportunos para falar 
e as melhores ocasiões para escutar 
é sinal de sabedoria.

É um excelente sinal de amor fraterno 
saber evitar argumentos inúteis 
que só servem para exaltar os ânimos, 
sobretudo se sentirmos que não estão em causa valores fundamentais.

É um excelente sinal de humildade 
saber reconhecer quando o outro tem razão.

Ponhamos a nossa confiança em Deus e no seu amor incondicional por nós. 
Mas não tentemos a Deus 
pretendendo que ele nos substitua ou esteja em nosso lugar.

Não nos esqueçamos de que ao romper com o amor estamos a romper dom Deus, 
pois Deus é amor.

No entanto, mesmo quando rompemos com Deus 
não somos capazes de impedir que ele nos ame, 
pois o seu amor por nós é incondicional.

Isto quer dizer que apesar de não conseguirmos anular o amor de Deus por nós, 
podemos romper a comunhão com ele, 
pois a comunhão assenta na reciprocidade do amor e não no amor unidireccional.

Com efeito, o amor pode ter uma só direcção, 
mas a comunhão só pode acontecer na convergência amorosa.

Façamos do amor a Deus o rochedo sólido para edificarmos a nossa casa, 
sabendo, no entanto, que o amor a Deus passa sempre pelo amor aos irmãos.

Treinemo-nos na arte de facilitar a realização dos outros, 
sabendo que o importante é aceitá-los por eles serem o que são 
e não por fazerem o que gostaríamos que eles fizessem.

Nos nossos diálogos, tentemos comunicar sempre numa linha de verdade e autenticidade.

No trato com os irmãos não estejamos sempre a olhar só para os nossos interesses pessoais, 
mas ajudemo-los com o nosso ter, o nosso ser e também o nosso saber. 

Lembremo-nos de que os outros são um dom de Deus para nós, 
pois são mediações para a nossa realização e felicidade.

Na verdade, ninguém é feliz sozinho. 
É com os outros que nós faremos parte da Família de Deus, 
a qual não assenta nos laços do sangue mas sim nos laços do Espírito Santo.

Para crescermos na capacidade de dialogar e comungar com os outros, 
lembremo-nos de que não somos bons em tudo e de que não somos a medida das outras pessoas.

Sejamos agradecidos, 
sobretudo quando sentirmos que os outros estão a ser atentos e respeitadores 
das nossas diferenças em relação a eles.

A pessoa que tenta controlar e manipular os outros nunca conseguirá ter um coração de homem novo, 
pois está a impedir que o outro possa emergir como pessoa livre, consciente e responsável.

A pessoa que ama o outro, apesar dos seus defeitos está a amá-lo ao jeito de Deus 
e a impedir que ele seja marginalizado.

A pessoa que ama de verdade é capaz de se alegrar com os sucessos dos outros 
como se fossem próprios.

A pessoa humilde entende o chamamento de Jesus 
no sentido de lutar contra as forças negativas do pecado, 
a fim de facilitar o nascimento do Homem Novo.

O homem humilde não alimenta ressentimentos ou planos de vingança. 
Também sabe edificar sobre a gratuidade.

As pessoas que dão coisas para amarrar os outros 
nem são felizes, nem ajudam os demais a emergir como pessoas livres, criativas e felizes.

Espírito Santo,
ajuda-nos a moldar um coração manso e humilde como o de Jesus.




NO PRIMEIRO DIA DA SEMANA
Em Comunhão Convosco,
Calmeiro Matias

sexta-feira, 1 de setembro de 2017