quarta-feira, 27 de setembro de 2017
segunda-feira, 4 de setembro de 2017
a humildade que humaniza
Espírito Santo,
ensina-nos a arte e a sabedoria para moldarmos
um coração de Homens Novos ao Jeito de Jesus.
A humildade é o principal cinzel
para moldar um coração de Homem Novo.
Moldado pela humildade,
o coração torna-se acolhedor e fraterno.
O homem de coração humilde não está sempre a culpar os outros
das suas insatisfações e fracassos.
É um excelente sinal de humildade
saber aceitar as próprias limitações
e procurar realizar-se com os talentos que tem.
Ser humilde é ser verdadeiro em relação a si e aos outros.
É também reconhecer que uma pessoa, para se realizar,
precisa dos outros, pois a plenitude da pessoa não está em si
mas na reciprocidade da comunhão.
Não é possível moldar um coração
se a pessoa não aprender a escutar o irmão
e aceitá-lo assim como ele é.
As pessoas demasiado enredadas em si,
apenas conseguem escutar-se a si próprias.
É por esta razão que não conseguem
sintonizar e comungar com os outros.
A pessoa humilde reconhece o seu pecado
e sabe que só o amor é capaz de curar as feridas do pecado.
A pessoa que deseja moldar um coração de Homem Novo
está atenta,
a fim de não estar sempre a julgar os outros.
A pessoa que está sempre a criticar os outros
está muitas vezes a projectar os próprios defeitos na pessoa dos irmãos.
Jesus disse que o coração é a fonte
da qual emergem as boas e as más decisões:
“É do coração que procedem as más intenções” (Mt 15, 19).
A pessoa que procura viver as relações com os irmãos
de modo amável e sereno,
está a aceitar a bênção prometida aos mansos.
Jesus Cristo ensinou que a bênção dos mansos
consiste em serem possuidores da terra,
isto é, encontram paz e serenidade em todo o lado (Mt 5, 5).
Na verdade, a amabilidade desmonta a violência e a agressividade.
Ter a gentileza de dar a primazia
é uma atitude que não passa despercebida
e ajuda-nos a moldar um coração atento e fraterno.
Saber reconhecer os momentos oportunos para falar
e as melhores ocasiões para escutar
é sinal de sabedoria.
É um excelente sinal de amor fraterno
saber evitar argumentos inúteis
que só servem para exaltar os ânimos,
sobretudo se sentirmos que não estão em causa valores fundamentais.
É um excelente sinal de humildade
saber reconhecer quando o outro tem razão.
Ponhamos a nossa confiança em Deus e no seu amor incondicional por nós.
Mas não tentemos a Deus
pretendendo que ele nos substitua ou esteja em nosso lugar.
Não nos esqueçamos de que ao romper com o amor estamos a romper dom Deus,
pois Deus é amor.
No entanto, mesmo quando rompemos com Deus
não somos capazes de impedir que ele nos ame,
pois o seu amor por nós é incondicional.
Isto quer dizer que apesar de não conseguirmos anular o amor de Deus por nós,
podemos romper a comunhão com ele,
pois a comunhão assenta na reciprocidade do amor e não no amor unidireccional.
Com efeito, o amor pode ter uma só direcção,
mas a comunhão só pode acontecer na convergência amorosa.
Façamos do amor a Deus o rochedo sólido para edificarmos a nossa casa,
sabendo, no entanto, que o amor a Deus passa sempre pelo amor aos irmãos.
Treinemo-nos na arte de facilitar a realização dos outros,
sabendo que o importante é aceitá-los por eles serem o que são
e não por fazerem o que gostaríamos que eles fizessem.
Nos nossos diálogos, tentemos comunicar sempre numa linha de verdade e autenticidade.
No trato com os irmãos não estejamos sempre a olhar só para os nossos interesses pessoais,
mas ajudemo-los com o nosso ter, o nosso ser e também o nosso saber.
Lembremo-nos de que os outros são um dom de Deus para nós,
pois são mediações para a nossa realização e felicidade.
Na verdade, ninguém é feliz sozinho.
É com os outros que nós faremos parte da Família de Deus,
a qual não assenta nos laços do sangue mas sim nos laços do Espírito Santo.
Para crescermos na capacidade de dialogar e comungar com os outros,
lembremo-nos de que não somos bons em tudo e de que não somos a medida das outras pessoas.
Sejamos agradecidos,
sobretudo quando sentirmos que os outros estão a ser atentos e respeitadores
das nossas diferenças em relação a eles.
A pessoa que tenta controlar e manipular os outros nunca conseguirá ter um coração de homem novo,
pois está a impedir que o outro possa emergir como pessoa livre, consciente e responsável.
A pessoa que ama o outro, apesar dos seus defeitos está a amá-lo ao jeito de Deus
e a impedir que ele seja marginalizado.
A pessoa que ama de verdade é capaz de se alegrar com os sucessos dos outros
como se fossem próprios.
A pessoa humilde entende o chamamento de Jesus
no sentido de lutar contra as forças negativas do pecado,
a fim de facilitar o nascimento do Homem Novo.
O homem humilde não alimenta ressentimentos ou planos de vingança.
Também sabe edificar sobre a gratuidade.
As pessoas que dão coisas para amarrar os outros
nem são felizes, nem ajudam os demais a emergir como pessoas livres, criativas e felizes.
Espírito Santo,
ajuda-nos a moldar um coração manso e humilde como o de Jesus.
ajuda-nos a moldar um coração manso e humilde como o de Jesus.
NO PRIMEIRO DIA DA SEMANA
Em Comunhão Convosco,
Calmeiro Matias
sexta-feira, 1 de setembro de 2017
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