sábado, 23 de julho de 2016


O mais importante não é…

eu procurar-Te,
mas sim que Tu me procuras por todos os caminhos (Gen 3, 9);

eu chamar-Te pelo Teu nome,
mas sim que Tu tens o meu nome marcado
na palma da Tua mão (Is 49, 16);

eu gritar-Te quando nem palavras tenho,
mas sim que Tu entras suavemente
em mim com o Teu grito (Rom 8, 26);

eu ter projetos para Ti,
mas sim que Tu me convidas a caminhar contigo
em direção ao futuro (Mc 1, 17);

eu compreender-Te,
mas sim que Tu me compreendes até
ao meu último segredo (1 Cor 13, 12);

eu falar de Ti com sabedoria,
mas sim que Tu vives em mim e Te exprimes
à Tua maneira (2 Cor 4, 10);

eu guardar-Te na minha caixa de segurança,
mas sim que eu sou como uma esponja
no fundo do Teu oceano (EE 335);

eu amar-Te com todo o meu coração e com todas as minhas forças,
mas sim que Tu me amas com todo o Teu coração
e com todas as Tuas forças (Jo 13, 1);

eu consolar-me e planificar,
mas sim que o Teu fogo arde dentro dos meus ossos (Jer 20, 9);

Porque, como é que eu seria capaz de procurar-Te, chamar-Te, amar-Te...
se Tu não me procurasses, chamasses e me amasses primeiro?


                                                                                                  Benjamin Gonzalez Buelta, sj

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