O amor
exige atenção, cuidado, respeito e uma sabedoria que a experiência dos erros e
do perdão constrói. Não se trata, pois, de um qualquer acaso, coincidência ou
destino pré-escrito...
Dar-se
é um ato de fé. Quem não tem fé, não ama. A entrega de si mesmo é um gesto que
só a generosidade autêntica permite, mas que não é fruto de uma qualquer falta
de consciência ou de algo estranho à vontade livre de cada pessoa.
O
amor obriga a que cada um de nós aceite os seus limites, da mesma forma como,
com tanta facilidade, reconhecemos os nossos talentos. Depois, importa aceitar
os do outro, limites e talentos, não como uma ameaça nem como um desafio.
Trata-se apenas de alguém tão valioso quanto eu. Afinal, aquilo que os outros
têm de diferente de mim, pode ser muito bom.
Nem
sempre podemos mudar aquilo não está bem... mas temos a obrigação garantir que
esse mal nunca nos torna maus.
Amar
não é uma loucura. É o resultado de uma decisão calma que, de forma lúcida,
aceita o outro como um bem em si mesmo… e se propõe defendê-lo como tal.
O
nosso tempo neste mundo é demasiado precioso para que alguém se possa dar ao
luxo de o perder com disparates sem sentido. Mais do que ter paciência, o
essencial na vida é ter a lucidez de aceitar, com humildade, que nem sempre
estamos certos, mesmo quando as nossas intenções são as melhores.
Devemos
assumir sempre a verdade do que somos. As nossas fragilidades, tal como as
nossas virtudes. Porque aquilo que o amor testa não são as nossas forças… mas
as nossas fraquezas.
José Luís Nunes Martins

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