terça-feira, 12 de janeiro de 2016

 
 
De cada vez que caímos ficamos mais perto dos que são como nós. São as nossas fraquezas que nos enobrecem se formos capazes de as reconhecer e de lutar contra elas... Qualquer que seja o resultado, o nosso coração fica mais forte e mais belo sempre que nos abrimos ao outro e regressamos com ele para junto de nós.
Ninguém faz duas vezes o mesmo caminho. Ninguém cai duas vezes da mesma forma...
Depois das quedas temos de escolher de que memórias nos queremos lembrar. Daquelas em que caímos ou daquelas em que nos levantámos e nos fazem levantar. Bons não são os que não caem, mas aqueles que se levantam sempre.
O sorriso é o gesto interior de quem que se levanta apesar das suas dores. A alegria serena é a prova de uma vida que é inteira com todas as suas fragilidades.
É nas coisas pequenas que devemos ser grandes… tal como é nas maiores que devemos ser humildes, sem nunca deixarmos de ser... Fortes, elevados por uma força que experimentamos, mas não é nossa.
Importa que não nos julguemos maiores do que ninguém. Por mais trágicas que sejam as suas quedas. Quando caímos, juntamo-nos ao pó que nos lembra de onde viemos... mas só quem aceita o pó que é, se faz leve a ponto de poder chegar ao céu.
José Luís Nunes Martins

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