Amar alguém é fazer-se à medida de quem se ama. Não se podem amar duas pessoas diferentes da mesma forma. Porque, quando se ama alguém de verdade, o que se ama é o que nessa pessoa há de original.
Há quem julgue amar quando faz sempre a mesma coisa, mais preocupado consigo do que com o outro, repete sem cessar o que julga ser bom... assume que quem não gosta assim... não o merece... é apenas um egoísta disfarçado de romântico. O amor exige que nos esqueçamos de nós.
Amar passa por ter a
coragem de dar força (mesmo quando a não temos) àquele a quem amamos, quando
disso precisa. Noutra altura, quando a sua felicidade passar pelo oposto, ser
capaz de partilhar com ele as nossas mais íntimas fragilidades... para que ele,
com coragem, dê também sentido às suas forças. Não, não é uma troca, é apenas
estar atento ao outro e preencher os seus vazios.
Quanto mais rasteiro
for o sentimento, mais exigente. O amor, por ser a mais sublime fonte de todas
as bondades, nada quer... senão a felicidade do outro.
A felicidade é algo
demasiado importante e profundo para se conseguir sozinho. Nenhum abraço ou
beijo pode ser bom se não houver um outro eu, diferente de mim. Um tu, cuja
felicidade quero.
A beleza mais
grandiosa de cada um estará na profunda originalidade dos detalhes em que é
único. Aquilo que temos em comum uns com os outros é o fundo dos nossos
corações... tudo o resto é uma construção inacabada em busca da minha
felicidade no outro.

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