sexta-feira, 11 de julho de 2014

mais testemunhos do Encontro com Deus


Vou tentar testemunhar, relatar, contar o que vivi mais uma vez no 2º Encontro com Deus. É difícil, por vezes as palavras não servem, os pensamentos são tantos e os sentimentos são mistos e quando terminar certamente ficarão muitas coisas por dizer.

            Ao início quando cheguei ao Turcifal, o meu coração esteve comprimido, apertado, pequenino, tão pequeno como o tamanho de um grão de açúcar…com meus medos dos problemas que carrego, mas no decorrer deste encontro comecei a senti-lo mais liberto, mais relaxado, menos comprimido, senti o corpo mais leve, os sentimentos mais bem definidos, mais segura, com paz…O exercício de relaxamento, a visão do Pastor no prado verde, foi magnífico, soltaram-se os músculos, fiquei mais leve, apesar de ter sido inevitáveis as lágrimas que caíram dos meus olhos.        

O maior privilégio foi tê-Lo só para mim, a olhar para mim, Ele e eu. Ele ouviu-me com atenção, na capelinha conversamos muito, contei-lhe tantas coisas…e lá escrevi-lhe todos os meu medos, os meus anseios, o que me pesa, os meus arrependimentos, até as minhas raivas…os meus porquês, nas pessoas que penso e por quem rezo, estas preocupações todas, estas energias negativas foram escritas num par de folhas, que foram queimadas e transformadas em fumo que se elevaram em grande velocidade para o céu, em direção a Deus, para que Ele tomasse conta e atuasse em todas estas intenções, depois disto, na Adoração ao Santíssimo, senti-me tão bem, tão aliviada e confiante, que até na hora da bênção, sorri para Ele…senti-me feliz!
A companhia das pessoas, a partilha, até alguns momentos de conversa, serviram para me aproximar ainda mais delas, de as conhecer melhor, momento que serviram para me fortalecer…até cheguei a dar conselhos!!, serviu muito para agarrar na minha cruz que comparadas com outras é mais leve e seguir em frente no meu caminho.
Senti-me tão bem neste encontro, nas Orações tão importantes, nas reflexões, participar nas leituras, nos cânticos, com o salmo, tudo isto me fez sentir mais perto de Deus, fiquei cheia de Deus!

As instalações, as refeições, a amizade que criei que só conhecia de vista, nas Adorações ao Santíssimo, foram formidáveis. A companhia dos Irmãozinhos e da Irmã Teresa, não tenho palavras, mas sim sentimentos de alegria e felicidade. São todos tão bem dispostos, que foi impossível ter havido tristezas nestes dias.

A amizade e convivência de há onze anos com estes homens de Fé, bons pregadores da palavra, homens de bem, têm-me fortalecido bastante ao longo destes anos, têm-me dado a perceber que Deus gosta de mim, que Ele me protege e que me acompanha sempre, mesmo nos piores momentos. Foram essas alminhas puras que me despertaram uma vontade de saber mais sobre tudo isto, que é a Igreja…nasceu em mim naquela altura a vontade de me inserir na igreja onde moro, o Padre da Paróquia convidou-me a dar catequese e eu não hesitei e aceitei, com a continuação do passar do tempo, em 2008, fui crismada.
 A minha vida desde então mudou completamente, passei a ir à Missa todos os domingos e até a aprender os salmos para os cantar, a “prejudicar” a minha família, mudou tudo, os horários de refeição, as saídas, tudo e no fundo é tão pouco à vista destes Irmãozinhos de S. Francisco de Assis, que abdicam de tudo e fazem o bem a todas as pessoas. Depois de ver que era tudo bom, quis dar a conhecer às minhas amigas estes Irmãozinhos e depois as amigas foram passando a palavra umas para outras, até ir com as crianças da catequese para assistir e participar numa Adoração ao Santíssimo em Beja. Tenho consciência que hoje fiz o bem a essas pessoas, de dar a oportunidade de também elas conhecerem estes maravilhosos homens.
Quando iniciei a catequese eramos duas, eu e a Ondina, organizamos o ano catequético, para mim uma experiência nunca vivida, cheia de novidades…optei por cantar às criancinhas estes cânticos que ouvia em Beja, sem acompanhamento musical, mas depois lá fui eu, ter aulas de viola para acompanhar os cânticos e consegui. As missas da catequese tornaram-se um sucesso, mas, que para alguns eram um atentado, a mudança, foi para algumas pessoas um problema, tive muitos “ataques”, muitas tentativas de abandono, muitos afrontes, mas já lá vão oito anos de catequese e não posso parar…foram-se juntando a nós mais catequistas e voluntários, as quais hoje formamos uma equipa, uma grande equipa, contamos já com seis catequistas e duas voluntárias e assim nasceu uma amizade grande que tenho, a amizade da Madalena, que confesso que sofre bastante muito nas minhas mãos, coitada, mas a culpa é dela, por me ter batizado como coordenadora da catequese. J
Rezo e espero que estes encontros sejam os primeiros de muitos outros encontros organizados por estes Irmãozinhos que gosto muito, cada um com a sua função, cada um mais especial do que o outro e sem os quais hoje já não consigo viver. São testemunhas da minha vida, das minhas fraquezas, dos meus desânimos, uns autênticos mártires, sempre dispostos a ouvir e a aconselhar, dão-me força. São dignos de oração por eles, rezo para que os seus desejos e pedidos sejam atendidos por Deus, este Deus que nos ama a todos, cada um à sua maneira.

Obrigada ao Ir. Zé Domingos, Ir. Domingos, Ir. Paulo e ao Ir. Ricardo, por serem assim! E que Deus continue sempre a abençoa-los.

PAZ E BEM!                                                               Cláudia Carvalheira
 

Sem comentários: