terça-feira, 29 de julho de 2014

Basta abrir o coração...


Disseram-me há dias que para falar conTigo não precisava de palavras, bastava abrir-Te o meu coração.
Mas como é que se abre um coração que desaprendeu a amar? Como é que reeducamos um coração desencantado, desconfiado e porventura até descrente, envolto de trevas, medos, dúvidas e inseguranças? Como é que se abre um coração enclausurado na muralha de pedra que ele próprio ergueu?
Dizes-me então baixinho, ao secares a minha cara com uma doce brisa: "os que semeiam com lágrimas recolhem com alegria". E enquanto saboreio a mensagem, dou por mim a sorrir e a agradecer por cada lágrima que brota do lugar mais recôndito da minha alma. Aquela que derramo com dor, aquela que teima em cair com saudades de quem já partiu, aquela que grita de raiva, aquela que se compadece do sofrimento alheio, aquela que se emociona com uma música, aquela que exulta de alegria e aquela que se enche de gratidão. Agradeço porque nelas revejo a minha fragilidade mas vejo reaparecer, também, a minha humanidade.
Humanidade que trazemos em vasos de barro, para ser moldada pela Tua misericórdia, que nos permite sempre recomeçar, e aperfeiçoada com o Teu amor, pois reconhecemos que um poder tão sublime vem de Deus e não de nós. Sei que não é a primeira vez que digo isto mas nunca deixas de me surpreender. Sabes sempre como chegar a mim, mesmo quando a noite é escura, o caminho é incerto, as palavras escasseiam, as dúvidas inundam a minha alma inquieta e impaciente e o meu coração parece vazio de amor.
autor desconhecido

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