domingo, 16 de setembro de 2012

JMJ Rio 2013
"Ide e fazei discípulos entre todas as nações" (Mt28, 19)


Acaba de ser lançado o hino oficial das jornadas mundiais da juventude, que terão lugar em Julho de 2013, no Rio do Janeiro, com o seguinte título: esperança do amanhecer. O refrão do hino canta: Cristo nos convida, venham, meus amigos; Cristo nos envia, sejam missionários.

Em contraste com este desafio parece-me estar a juventude da Europa, mais concretamente, a de Portugal. Uma vez mais o pudemos constatar na semana passada, se tivermos em conta apenas os meios de comunicação de massa. Grande percentagem de desempregados, muitos com cursos superiores a viver dependentes economicamente da família, filhos únicos, poucos nascimentos e casamentos, milhares a emigrar e grandes manifestações de indignação e descontentamento.
Neste cenário estamos a começar um novo ano escolar, pastoral e de governo. As manifestações do último fim de semana perante o anúncio de mais austeridade e de recessão económica, sem justificações plausíveis do fracasso de medidas anteriores e do seu êxito no futuro, invadem o coração dos jovens e não deixam transparecer a esperança do amanhecer, como canta o hino.
Se a nossa esperança se baseia apenas no económico e não descobrimos razões mais profundas, que nos fazem descobrir outros motivos de crer, esperar e viver, então também eu, como bispo e cidadão, diria que não espero um amanhecer de esperança para os nossos jovens e para o mundo.
Mas com o refrão do hino também eu canto. Ouçamos o convite de Cristo, sejamos amigos e solidários, olhemos mais uns para os outros, sobretudo para os mais pobres do nosso meio e doutros continentes, deixemo-nos enviar e sejamos missionários. Só quem vê assim a vida e o mundo encontra razões de esperança de um novo amanhecer, contribuindo para o seu surgimento com novos comportamentos e atitudes.
Falava estes dias com um missionário de África, que manifestava espanto com os cristãos europeus. Se fossem mais sóbrios, mais solidários e amigos, mais missionários, teriam mais alegria e esperança nos seus rostos e lutariam sobretudo pelos valores que a traça não corrói, sem pôr os outros de parte, mas na devida proporção.

† António Vitalino, Bispo de Beja

1 comentário:

um irmão disse...

Um belo Hino, assim os corações dos jovens se abram à força do Espírito Santo!

Já passaram largos anos sobre aqueles primeiros dias quando vos conheci, ainda na casa das Ermidas! Belos momentos, preciosa comunhão, espírito de Francisco de Assis tão genuíno na pobreza que acontecia no dia a dia!

Ali reencontrei Cristo na minha caminhada convosco! Oro por todos e pelo vosso caminho!