quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Sé de Beja enche-se em homenagem a D. Manuel Falcão

"Era sobretudo um homem bom", explica o Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo.

A Sé de Beja encheu-se hoje numa homenagem a um homem que dedicou toda a sua vida aos outros. 
D. Manuel Falcão, jornalista, engenheiro e bispo daquela diocese, chegou a Beja em pleno Verão Quente e, nas palavras do seu sucessor, D. Vitalino Dantas, revelou ter a sabedoria necessária para pacificar a situação. 
“Ele viveu realmente a sua vida como um serviço aos irmãos, por vezes discreto mas muito sábio, porque sabemos que a fé não se impõe, mas se propõe e dela se dá testemunho. Ele foi realmente uma testemunha firme, sábia e prudente no meio desta diocese, que vivia tempos conturbados em 1975 mas ele soube ser aqui, nesta Igreja e nesta sociedade, um elo de comunhão”. 
Homem do Concílio Vaticano II e um dos obreiros da mudança na diocese de Lisboa, D. Manuel Falcão causou um grande impacto na Igreja nacional, como explicou o Patriarca de Lisboa, que marcou presença na celebração: “Nós de Lisboa estamos muito ligados a ele porque ele esteve numa fase muito interessante da diocese, de viragem da estruturação cultural, sociológica, pastoral. Eu acompanhei essa fase toda. Aplicou todo o seu conhecimento a essas novas técnicas de pastoral, mas sobretudo era um homem muito bom.” 
Esta descrição é partilhada por D. Vitalino Dantas. O actual bispo de Beja diz que o seu antecessor foi acima de tudo alguém sempre disponível para ajudar quem mais precisa. 
“No seu testamento ele teve o cuidado de confiar todo o seu saber à diocese de Beja e ao critério do bispo de Beja, para a pastoral da diocese. Mas no final, pede ainda que do seu espólio se faça chegar ainda uma última dádiva aos pobres que assistia, de perto e de longe, com nomes e endereços”. 
A celebração contou com a presença de bispos de todo o país, incluindo o Patriarca de Lisboa e ainda o núncio apostólico D. Rino Passigato. 
D. Rino Passigato leu uma mensagem assinada pelo Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Bertone, que transmitia as condolências do Papa aos familiares enlutados e realçava o serviço de D. Manuel Falcão em “anos não fáceis”.




Que D. Manuel Falcão interceda junto de Jesus pela nossa "pobre e amada Diocese"...

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