domingo, 8 de janeiro de 2012

Epifania do Senhor


Prostrando-se, adoraram-No, são as palavras com que o evangelista nos descreve a atitude dos Magos quando chegaram ao presépio, ao ver o Menino e sua Mãe, encaminhados pela estrela, que os conduziu até ao Rei e Senhor acabado de nascer.
Prostrando-se, adoraram-No, deve ser a atitude de cada homem e de cada mulher, diante da manjedoura, onde encontra o Salvador envolto em panos, mas reconhece naquela criança recém nascida o Deus que nos salva e nos liberta, que vem com um desígnio de redenção.
Prostrando-se, adoraram-No, com humildade e simplicidade, com coração pobre e disponível, com ardor interior, pois só os pequeninos sabem adorar, encantar-se com o divino, ficar em êxtase perante a novidade de Deus, ficar em adoração interior, com a simplicidade dos pobres.
Prostrando-se, adoraram-No, e a sua alma entrou em júbilo, o seu coração cantou interiormente, os seus olhos brilharam de alegria e de feliz contentamento ao encontrarem o Menino e ao reconhecê-Lo como Aquele que vinha estabelecer um mundo mais fraterno e mais justo.
Prostrando-se, adoraram-No, tiveram a atitude que hoje é tão difícil aos homens e mulheres do nosso tempo, seduzidos pelo mundano, pelo consumismo, pela secularização que nos invadem por todos os lados e nos impedem a gratuidade, a humildade para adorar e glorificar a Deus.
Prostrando-se, adoraram-No, sendo exemplo e estimulo para que a nossa vida seja tempo de oração contemplativa, ficando em silêncio reverente perante o Menino, oferecendo-Lhe o nosso ser, o nosso coração, a nossa vida, o desejo sincero de O amar mais e melhor.
(Texto da Adoração ao Santíssimo dia 7/1/2012)

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