sábado, 27 de agosto de 2011

Viver "por dentro"... JMJ 2011 Madrid



Os jovens que viveram “por dentro” a Jornada Mundial da Juventude, em Madrid, receberam com entusiasmo a mensagem de que Cristo é o Senhor, isto é, a referência pessoal do nosso destino transcendente, e em consequência urge acolher a sua Palavra e o seu viver como modelos de existência no mundo, numa dinâmica de esforço e confiança, de oração e de risco, de entrega pessoal e de conversão renovada na Igreja.

Eis o que eles dizem…, os Jovens Shemá' que estiveram na JMJ 2011, em Madrid, e entendem agora melhor que uma das exigências maiores da sua fidelidade a Cristo é passar dos sinais à sua realidade, verificar na história pessoal os gestos expressivos com que declaram, enquanto católicos, o que querem ser no mundo.



Muitos de vós (a grande maioria) não me conhecia… Não conhecia a minha paroquia... Porque não tenho... Ás vezes penso que nem eu me conhecia nesta matéria… Eu nunca tive uma relação profunda com Ele. Passei por tempos difíceis e na qual me questionei sobre Ele. Talvez por ser criança, jovem e impaciente, não tenha tido a fé suficiente. Talvez tenha tido uma resposta e não me apercebi. Acabei por O abandonar…
O que foram para mim as JMJ?
As JMJ para mim foram o reencontro com Deus e Jesus.
Desde o primeiro dia, desde a primeira missa que me senti bem, feliz na casa do Senhor. Contudo, estávamos na quarta-feira quando aconteceu algo que não esperava.
Nós com uma "directa" em cima, dentro do Madrid Arena, ensonados, a ouvir o cardeal, quando senti O meu coração. Falou comigo. Disse-me:"estou aqui, para ti e por ti". Foi único.
Senti então as palavras do senhor para mim como Jesus as disse aos Apóstolos: "Homem de pouca fé". Mas no mesmo momento senti Ele acolher-me.
Obrigado Jesus.

Celso Reis


Como já todos sabem, alguns elementos dos Jovens Shemà’ participaram nas Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ) em Madrid. Então no dia 15 à noite juntaram-se aos restantes elementos do grupo da diocese de Beja. Tinha chegado a hora tão esperada e ao mesmo tempo tão temida: a hora da partida! Seguiu-se a celebração de envio, presidida pelo nosso Bispo D. António Vitalino, onde se denotava a troca de sorrisos e olhares entre os jovens que iriam participar nas JMJ e até mesmo entre os jovens que ficariam em Beja, mas quiseram ir apoiar-nos nesta grande aventura!
Finalmente chegou a hora de entrar para o autocarro que nos levaria às tão aguardadas jornadas.
A primeira viagem de Alcalá de Henares (local onde pernoitámos) até Madrid pareceu interminável, pois a curiosidade aumentava a cada minuto. Chegados a Madrid deparámo-nos com centenas, milhares de outros jovens, que tal como nós tinham o brilho e a alegria estampados nos rostos e a predisposição de para além de ver o Santo Padre, conseguirem sentir Deus bem perto!
Os dias das catequeses com os Bispos portugueses foram, sem dúvida, o (re)acender da chama dentro dos nossos corações e prepará-los para a esperada visita de Deus. É claro que foram muitos os momentos de cansaço, impaciência, no entanto nunca ocorreram momentos de desânimo, pois sabíamos que o nosso amiguinho Jesus estava prestes a entrar e agir em nós, o que nos dava o alento necessário para superar tudo. Realço a amizade e companheirismo entre os elementos do grande grupo, mas em especial entre os jovens shemà’! Deus para além de nos ter proporcionado vivências únicas, inexplicáveis e inesquecíveis, tornou mais fortes os laços que nos ligavam… Ficámos conhecidos por nunca nos largarmos, andarmos sempre de mãos dadas no meio da confusão, para que ninguém ficasse para trás. No entanto, e porque somos humanos, também passámos por instantes em que nos apeteceu seguir o caminho mais fácil e que nos causasse menos dor e sofrimento, mas nessas alturas, havia sempre alguém que nos dirigia uma palavra de força e coragem! Posso afirmar que todos fomos, por algum instante, instrumentos de Jesus.
É difícil explicar a sensação vivida quando vimos num ecrã o Papa Bento XVI chegar ao aeroporto de Madrid… é difícil explicar a sensação sentida quando nos reunimos com todos os jovens portugueses, no Arena Madrid, falando todos a mesma língua e partilhando os mesmos valores e ideias e acima de tudo compartilhando a mesma fé! Foi arrepiante e muito gratificante.
Agradeço em especial a Deus o facto de nos ter chamado a participar neste encontro, de ter estado sempre presente em todos os momentos, bons e menos bons.
Agradeço também aos irmãozinhos e a todos os jovens shemà’ que não tendo participado nas jornadas fisicamente, o fizeram espiritualmente e em oração; agradeço todas as mensagens de apoio enviadas via telemóvel, acreditem que para nós era uma emoção e felicidade pudermos ler em voz alta as vossas palavras!
Fiquem com Deus e firmes na fé.
Paz e Bem. Beijinhos e Abraços da jovem shemà’

Daniela Duarte


A JMJ, para mim, começou alguns meses antes, nas catequeses de preparação onde ouvíamos a Ir. Natália e outros jovens falar das JMJ anteriores. Cada vez crescia mais a curiosidade. Como será? O que irei sentir quando vir ao vivo o Santo Padre?
Finalmente, no dia 15 de Agosto chegou a hora da cerimónia do envio e a partida rumo a Madrid. Aquelas horas de viagem pareciam intermináveis… E lá começou a JMJ na terça-feira. Partimos para Madrid, o nervoso miudinho. Ao sair em Atocha foi espectacular cantar o nosso “grito de guerra” e seguimos para a missa de abertura da JMJ e lá veio a primeira desilusão. Não conseguimos comungar. A Ir. Natália explicou-nos que tínhamos feito uma Comunhão Espiritual, algo que só viríamos a perceber o sentido no último dia. Seguiram-se as catequeses com os Bispos dadas por D. Ilídio (Viseu) e D. Manuel Clemente (Porto), algo que me marcou muito e me deu algumas lições para a vida ensinando-me a valorizar algumas coisas certas que antes não valorizava.
No dia em que decidimos visitar Madrid, quando demos por nós estávamos no meio de uma manifestação anti-JMJ. E agora? Temos que gritar e apoiar o nosso Santo Padre contra aquelas vozes que se levantam contra ele. Ele é o nosso pai na fé. Foi emocionante ver milhares de jovens a gritar “Esta es la juventud del Papa”. E nós, os jovens de Beja, a pedir para Deus derramar o Seu amor sobre os manifestantes. Foi um momento tocante. Mais tarde, à chegada ao Madrid Arena alguns de nós tiveram um profundo momento de Adoração ao Santíssimo Sacramento que passou perto e parou diante de nós, cara a cara, olhos nos olhos. É difícil explicar o turbilhão de sentimentos nesse momento. Foi difícil conter as lágrimas.
No dia seguinte, depois de uma noite mal dormida, no Madrid Arena foi emocionante ver mais de 10.000 jovens portugueses reunidos à volta do seu Cardeal Patriarca a manifestar a sua Fé em Cristo e o seu amor por Portugal. Foi também um momento emocionante ver o Santo Padre sair do avião numa explosão de aplausos e saudações. Nessa mesma tarde foi a recepção ao Papa na Praça Cibeles e, no meio de tanta emoção ele falou-nos em português: “Não vos esqueçais, o protagonista destas Jornadas é Jesus”. Quando me bateu a tristeza de não ter visto o Papa ao vivo lembrei-me desta frase. Afinal não vi o Papa, mas estive cara a cara com o protagonista, o próprio Jesus.
A noite em Cuatro Vientos foi muito especial. Sinto que Deus quis pôr à prova a nossa Fé. Em cada gota de chuva, em cada relâmpago, no vento… Senti a Sua presença e aí, mais uma vez permanecemos Firmes na Fé e após a nossa decisão de ficarmos fosse o tempo como fosse. Se Deus não desistiu de nós, desistiríamos nós d’Ele? Não.
No dia seguinte foi a Missa do Envio presidida pelo Santo Padre. Devido ao mau tempo da noite anterior não foi possível distribuir a comunhão uma vez que as capelas foram destruídas. O Santo Padre pediu então que fizéssemos a Comunhão Espiritual. Alguns jovens de Beja juntaram-se numa roda a rezar várias orações de Adoração ao Santíssimo. Digo-vos, senti mais a presença de Jesus do que em dias que faço a Comunhão dita “normal”.
Partimos, então, de Madrid com a chama mais acesa que nunca prontos a espalhar a Mensagem que nos foi transmitida e assim “Enraizados e edificados em Cristo, firmes na Fé”. E assim esperamos em 2013, no Rio de Janeiro voltar para mais um encontro tão ou mais forte com o amiguinho Jesus e com o Seu representante na Terra.

Ivo Rosa


Quando me falaram nas jornadas da juventude não mostrei interesse, pois achava muito caro. Foi a minha mãe, que ao descobrir que se iam realizar, me incentivou a ir.
Lá parti à descoberta, sem fazer ideia do que ia encontrar.
Pois bem, o que encontrei foram 2 milhões de jovens de todos os países do planeta, com idiomas diferentes mas todos unidos na mesma fé! Penso que conseguimos todos sentir que Jesus esteve no Meio dos Jovens durante todas as jornadas.
Foram dias, além de exaustivos fisicamente, enriquecedores espiritualmente! Durante as catequeses foi me mostrado o lado jovem da Igreja, consegui perceber que havia mais jovens no meu país, que partilhavam do mesmo ideal que eu (pois tantas vezes pensei que estava sozinha, por exemplo no meu dia a dia, na minha escola em que ninguém se interessa por “estas coisas”).
Durante a semana, senti que Jesus nos pôs à prova várias vezes, numa noite sem saco-cama a gelar de frio no chão duro, ou noutra mais quente, porém muito molhada e com uns raios furiosos que rasgavam o céu. Ou ainda nos dias abafados em que caminhávamos km de mochilas às costas. Tudo isto foram desafios, os quais eu e todos superamos, uma vez que compreendemos bem o tema destas jornadas “enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé!”. E foi isso que aconteceu, estivemos sempre confiantes em Cristo, eu acreditei sempre que Ele não me ia abandonar nos momentos de dificuldade. Senti a minha fé crescer.
Quando cheguei a Madrid, pensei que o mais importante não seria ver o Pápa, mas sim viver as jornadas e tudo o que elas tinham para me oferecer. No entanto, andei sempre a tentar encontrá-lo. Pois a verdade é que não o vi a menos de 1000 metros! Agora que penso nisso, não sei se o ter visto de perto teria mudado alguma coisa, talvez pudesse enriquecer mais a minha confiança em Deus, não sei.
Em conclusão, foram momentos únicos os que vivi nestas jornadas em que senti a presença de Jesus como meu amigo, junto de nós a incentivar-nos a continuar, mesmo que o nosso desejo fosse descansar. :P

Mafalda Viegas


Frequentemente ouvimos dizer que os os melhores presentes que alguém nos dá, são aqueles que não esperamos pois estes têm um sabor especial.
Estas JMJ foram um miminho de Jesus para mim. Sim é isso mesmo, um miminho. Nesta semana em Madrid embora sempre numa correria de um lado para o outro para que todos os momentos pudessem ser aproveitados, tive tempo para pensar na minha relação com Jesus. E aí senti que Ele me pedia mais, me pedia mais confiança em Si, mais espírito de sacrifício, me pediu olhar para a vida de forma mais positiva, e por um momento ele me sussurrou ao ouvido e disse: Nádia preciso de ti. Que estranho, no meio de centenas de jovens quer Jesus logo precisar de mim, que tenho para lhe dar? As minhas dúvidas? A minha fraqueza? Mas para além de tudo isso eu senti uma enorme alegria e uma enorme paz, e senti que não precisava de respostas. Jesus apenas me pede que seja sua testemunha, pois Ele fará o resto. As Jornadas Mundiais da Juventude foram mais uma experiencia da existência de Deus na minha vida. Uma oportunidade única e inesquecível.
Não consegui ver o papa, mas não fiquei triste, senti que o vi com os olhos do coração. Durante as Jornadas as fraquezas foram muitas, os queixumes imensos (acho que quem conviveu mais de perto comigo nesta Jornadas já não me podia ouvir), constantemente dizia: Tou cansada, tou farta de andar, tenho sono, fome, etc etc etc etc. Mas no momento em que era para estar e sentir à emoção das Jornadas estive lá e senti a presença de Deus em mim.
Tal como disse o cardeal D. José Policarpo eu também o digo: Jesus eu AMO-TE.

Nádia Canotilho


Falar das jornadas mundiais da Juventude não é fácil, é limitar a poucas palavras as muitas emoções sentidas. As jornadas apresentaram-se como um encontro único e muito especial com Deus, através de várias formas: as palavras doces, os sorrisos calorosos, os gritos fervorosos, os olhares puros, as danças, as orações, os silêncios…tudo escondia pedacinhos de Deus. Cada minuto foi especial, cada gesto me transmitiu algo, é bom quando se entra numa festa dedicada a Deus, mas torna-se mais maravilhoso quando se descobre que depois dos obstáculos, dificuldades e medos sentidos Deus nos dá a oportunidade de não desistirmos Dele, tal como Ele nunca desistiu de nós, quando Deus nos dá a oportunidade de dar-mos testemunhos do Seu Amor e que estamos FIRMES NA FÉ.
Que em 2013 existam mais jovens a dizer um SIM, Jesus merece essa manisfestação de amor, Jesus precisa da minha mão para agarrar os mais fracos, da minha voz para dar testemunho do Seu Amor, do meu olhar capaz de acolher com ternura, dos meus pés para guiar os que perderam o caminho, do meu coração capaz de amar e rezar por todos os que mais precisam…Deus precisa de Mim, Deus precisa de Nós, mas Deus também precisa de TI, AGARRA A SUA MÃO E CAMINHA A SEU LADO, ELE QUER PRECISAR DE TI.

Vera Roque




Ivo Rosa, Vera Roque, Nádia Canotilho, Daniela Duarte, Celso Reis, Mafalda Viegas




Ivo Rosa, Vera Roque, Nádia Canotilho, Daniela Duarte, Mafalda Viegas

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